TÓQUIO, 12 Nov (Reuters) - As ações asiáticas mostraram fraqueza
nesta segunda-feira, à medida que preocupações com o abismo fiscal nos
Estados Unidos e o programa de resgate da Grécia feriram o otimismo
sobre os perspectivas de crescimento das duas maiores economias do
mundo, os Estados Unidos e a China.
Somando-se às incertezas, o
Japão reportou que sua economia encolheu 0,9 por cento entre julho e
setembro em relação ao trimestre anterior, a primeira contração em três
trimestres, sugerindo que a vacilante demanda global e os fracos gastos
do consumidor podem colocar a terceira maior economia do mundo numa
pequena recessão.
Às 8h02 (horário de Brasília), o índice MSCI que
reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão estava
praticamente estável, com oscilação positiva de 0,02 por cento, depois
de encerrar a semana passada com perdas de 0,7 por cento, no menor nível
em uma semana.
Os setores de energia e materiais tinham os piores
desempenhos, pesando sobre o índice australiano, dependente de
matérias-primas, que recuou 0,31 por cento.
As ações sul coreanas cederam 0,19 por cento, enquanto Hong Kong teve alta de 0,21 por cento e Xangai subiu 0,49 por cento.
O índice Nikkei do Japão recuou 0,93 por cento, registrando o menor nível em quatro semanas.
A bolsa de Taiwan caiu 0,35 por cento, enquanto Cingapura teve ligeira queda de 0,07 por cento.
"Os
investidores continuam tomados pelas consequências do abismo fiscal dos
Estados Unidos, e isso está limitando o entusiasmo do mercado, com um
obstáculo tão significativo mantendo-se no caminho dos mercados
financeiros", afirmou o operador sênior do CMC Markets, Tim Waterer.
O
presidente Barack Obama convidou na sexta-feira líderes do Congresso
para a Casa Branca, iniciando as negociações para evitar o abismo fiscal
em busca de um compromisso para cortar o déficit norte-americano antes
que aproximadamente 600 bilhões de dólares em cortes de gastos e
aumentos de impostos entrem em vigor no começo de 2013.
Analistas
dizem que o abismo fiscal pode tirar a economia norte-americana dos
trilhos, a qual tem mostrado sinais de uma recuperação modesta.
(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Narayanan Somasundaram em Sydney e Lisa Twaronite em Tóquio).
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