O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (5) a
prorrogação, até o fim de 2013, do Programa de Sustentação do
Investimento (PSI), implementado por meio do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para incentivar investimentos
e aumentar a competitividade da indústria.
Segundo ele, o banco público terá R$ 85 bilhões para emprestar no
próximo ano por meio do PSI programa, e outros R$ 15 bilhões serão
repassados a bancos privados e públicos. "Vamos liberar compulsório
[recursos retidos no BC] não remunerados", explicou Mantega.
Além disso, o ministro também anunciou que a Taxa de Juros de Longo
Prazo (TJLP), que serve de referência para os empréstimos do BNDES,
recuará de 5,5% para 5% ao ano no primeiro trimestre do ano que vem.
"Isso reduz o custo de capital para quem já tomou empréstimo e também os
futuros financiamentos", declarou o presidente do banco público,
Luciano Coutinho.
Meta de 8% para alta dos investimentos em 2013
O ministro da Fazenda disse que o objetivo do governo é que os
investimentos avancem 8% no próximo ano, como forma de que o Produto
Interno Bruto (PIB) registre uma alta da ordem de 4%.
De acordo com dados do IBGE, a
formação bruta de capital fixo (taxa de investimento na produção) teve
seu quinto trimestre consecutivo de queda, com baixa de 2% – a maior
queda desde janeiro a março de 2009, quando ficara em -11,7%, por conta
da crise financeira internacional. No ano, o investimento acumula queda
de 3,9%.
"A liberação [dos financiamentos] será mais rápida. Haverá menos
burocracia e estamos incluindo também a possibilidade de financiamento
de 'leasing'", declarou o ministro Mantega a jornalistas. Segundo ele, o
PSI financia investimentos com taxas de juros reduzidas e prazos
elevados. "Queremos continuar estimulando os investimentos no Brasil",
acrescentou ele.
Taxas de juros e prazos
Segundo Mantega, a taxa de juros cobradas nas principais linhas de
crédito do BNDES (bens de capital, rural, peças e componentes, ônibus e
caminhões e Prócaminhoneiro) será de 3% no primeiro semestre de 2013.
No segundo semestre do próximo ano, a taxa subirá para 3,5% no caso de
bens de capital, rural, peças e componentes e para 4% ao ano para ônibus
e caminhões, além do Prócaminhoneiro. Para energia elétrica e para o
Programa Emergencial de Reconstrução, a taxa de juro será de 5,5% ao ano
em todo ano de 2013.
Atualmente, a linha de crédito do PSI destinada a bens de capital, o
que inclui também máquinas e equipamentos agrícolas, ônibus, bens de
informática e automação, e capital de giro, opera com taxa de juros de
2,5% ao ano. Deste modo, haverá crescimento no próximo ano.
"No caso dos bens de capital [máquinas e equipamentos para produção],
as taxas estavam em 5,5% ao ano até setembro. No início de setembro,
foram reduzidas para 2,5% ao ano em função do enfraquecimento do
crescimento. A taxa média deste ano será muito mais alta da taxa de
2013, que vai estar em torno de 3,25% ao ano. Haverá uma significativa
redução da taxa média de 2012 para 2013", declarou o presidente do
BNDES, Luciano Coutinho. Segundo ele, os bancos não queriam emprestar
para pequenas empresas por conta do "spread" (que embute a margem de
lucro) baixa.
O BNDES informou ainda que o prazo de financiamento de bens de capital e
rural será de 120 meses, com carência de três a 36 meses. No caso da
linha de crédito de peças e componentes, o prazo de pagamento será de 36
meses, com carência a critério do BNDES. Para o financiamento de ônibus
e caminhões, o prazo, em 2013, será de até 120 meses, com três a seis
meses de carência.
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5 de dezembro de 2012
TCU aprova edital do trem-bala, com ressalvas sobre o projeto.
O edital do trem-bala foi aprovado nesta quarta-feira (5) pelo Tribunal
de Contas da União (TCU). O processo, relatado pelo ministro Augusto
Nardes, já tinha recebido sinal verde do relator, com algumas ressalvas à
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Na semana passada,
porém, foi objeto de pedido de vista formulado pelo ministro Aroldo
Cedraz.
Nardes fez recomendações à ANTT, como avaliação de extensão do traçado até aeroportos e tempo máximo de 99 minutos em viagem expressa entre São Paulo e Rio de Janeiro, além de cláusula que possibilite o acesso pleno aos investimentos da concessionária, entre outros. O ministro relator determinou que a ANTT inclua no texto disposições que assegurem a avaliação de custo de infraestrutura do projeto. O TCU terá ainda um grupo de trabalho para acompanhar o projeto.
Em suas avaliações, Aroldo Cedraz disse que o modelo sugerido pelo governo é preocupante, dada a baixa participação do setor privado no projeto, a qual se limitaria, comentou ele, a apenas 7% do preço total do empreendimento, por conta de garantias que serão dadas pela União e pelos financiamentos públicos que serão oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O ministro José Jorge afirmou que grandes investimentos em transportes urbanos seriam muito mais importantes que a construção do trem-bala. O ministro criticou o modelo de negócios sugerido pela ANTT e disse que, pela complexidade, terá que olhar o projeto "com o olho bem aberto" porque "pode dar muito problema".
"O fato de ter trem-bala na China ou na França não significa que precisamos ter trem-bala. As pessoas demoram três horas por dia para ir de casa ao trabalho", comentou José Jorge.
Custo estimadoé de R$ 35,6 bilhões
O trem-bala vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O custo estimado do projeto é de R$ 35,6 bilhões.
De acordo com a ANTT, o edital do primeiro leilão do trem-bala deve ser divulgado nos próximos dias. O leilão está previsto para ocorrer 8 meses depois dessa publicação.
O modelo do projeto prevê a realização de dois leilões. O primeiro para contratar a empresa que vai fornecer a tecnologia do trem-bala e operá-lo. O segundo escolhe as empresas que vão construir a infraestrutura para a passagem do trem (estações, etc).
Vence este primeiro leilão a empresa que apresentar a melhor relação entre valor de outorga (paga ao governo para ter direito à exploração do serviço) e custo de construção do trem-bala (incluindo a tecnologia aplicada e a infraestrutura).
O vencedor irá contratar o operador do serviço. Depois de escolher o operador, o governo fará uma segunda licitação para contratar o consórcio que irá assumir as obras civis do projeto, o que ocorrerá somente em 2014.
Segundo relatório final divulgado pela ANTT, com as contribuições feitas durante as audiências públicas que debateram o projeto e as respectivas respostas dadas pela agência, o edital do trem-bala vai estabelecer o final de junho de 2020 como prazo máximo para a conclusão das obras do projeto.
Nardes fez recomendações à ANTT, como avaliação de extensão do traçado até aeroportos e tempo máximo de 99 minutos em viagem expressa entre São Paulo e Rio de Janeiro, além de cláusula que possibilite o acesso pleno aos investimentos da concessionária, entre outros. O ministro relator determinou que a ANTT inclua no texto disposições que assegurem a avaliação de custo de infraestrutura do projeto. O TCU terá ainda um grupo de trabalho para acompanhar o projeto.
Em suas avaliações, Aroldo Cedraz disse que o modelo sugerido pelo governo é preocupante, dada a baixa participação do setor privado no projeto, a qual se limitaria, comentou ele, a apenas 7% do preço total do empreendimento, por conta de garantias que serão dadas pela União e pelos financiamentos públicos que serão oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O ministro José Jorge afirmou que grandes investimentos em transportes urbanos seriam muito mais importantes que a construção do trem-bala. O ministro criticou o modelo de negócios sugerido pela ANTT e disse que, pela complexidade, terá que olhar o projeto "com o olho bem aberto" porque "pode dar muito problema".
"O fato de ter trem-bala na China ou na França não significa que precisamos ter trem-bala. As pessoas demoram três horas por dia para ir de casa ao trabalho", comentou José Jorge.
Custo estimadoé de R$ 35,6 bilhões
O trem-bala vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O custo estimado do projeto é de R$ 35,6 bilhões.
De acordo com a ANTT, o edital do primeiro leilão do trem-bala deve ser divulgado nos próximos dias. O leilão está previsto para ocorrer 8 meses depois dessa publicação.
O modelo do projeto prevê a realização de dois leilões. O primeiro para contratar a empresa que vai fornecer a tecnologia do trem-bala e operá-lo. O segundo escolhe as empresas que vão construir a infraestrutura para a passagem do trem (estações, etc).
Vence este primeiro leilão a empresa que apresentar a melhor relação entre valor de outorga (paga ao governo para ter direito à exploração do serviço) e custo de construção do trem-bala (incluindo a tecnologia aplicada e a infraestrutura).
O vencedor irá contratar o operador do serviço. Depois de escolher o operador, o governo fará uma segunda licitação para contratar o consórcio que irá assumir as obras civis do projeto, o que ocorrerá somente em 2014.
Segundo relatório final divulgado pela ANTT, com as contribuições feitas durante as audiências públicas que debateram o projeto e as respectivas respostas dadas pela agência, o edital do trem-bala vai estabelecer o final de junho de 2020 como prazo máximo para a conclusão das obras do projeto.
Agência rebaixa banco mais antigo do mundo à categoria especulativa.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou
nesta quarta-feira (5) a redução da nota do banco italiano Monte dei
Paschi di Siena, o mais antigo do mundo, de "BB+" para "BBB-, categoria
considerada especulativa, com perspectiva negativa.
"A tendência de deterioração das posições financeiras do Banca Monte dei Paschi di Silena torna improvável a recuperação esperada", disse a agência. Segundo a S&P, as dificuldades econômicas e operacionais projetadas para a Itália serão desafios para que o banco implemente com sucesso seu plano de negócios.
"Os ganhos do banco devem continuar sob pressão em 2013, apesar de seus esforços em reduzir custos", disse a agência. Há ainda, de acordo com a S&Ps, um risco de que o banco não seja capaz de prosseguir com seus planos de aumentar seu capital em € 1,0 bilhão de euros (US $ 1,3 bilhão) em 2014.
O Banca Monte dei Paschi di Siena foi fundado em 1472.
"A tendência de deterioração das posições financeiras do Banca Monte dei Paschi di Silena torna improvável a recuperação esperada", disse a agência. Segundo a S&P, as dificuldades econômicas e operacionais projetadas para a Itália serão desafios para que o banco implemente com sucesso seu plano de negócios.
"Os ganhos do banco devem continuar sob pressão em 2013, apesar de seus esforços em reduzir custos", disse a agência. Há ainda, de acordo com a S&Ps, um risco de que o banco não seja capaz de prosseguir com seus planos de aumentar seu capital em € 1,0 bilhão de euros (US $ 1,3 bilhão) em 2014.
O Banca Monte dei Paschi di Siena foi fundado em 1472.
2 de dezembro de 2012
Plantio da safra 2012/13 de soja em Mato Grosso é encerrado.
Ainda conforme o instituto, o intervalo em que o cultivo foi encerrado esteve 0,2 pontos percentuais a frente na comparação com a temporada passada, quando até o dia 1º de novembro de 2011 a semeadura havia atingido 99,8%.
Em nível regional, o nordeste foi a única parte do estado a apresentar um avanço percentual em relação a safra passada, de 1,7 ponto percentual. Na safra 2011/12, o plantio nesta região estava em 98,3%.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Mato Grosso deve fechar esta temporada com uma produção de até 24,2 milhões de toneladas, um aumento de 10,9% em relação a safra 2011/12, quando o estado alcançou um volume de 21,8 milhões de toneladas.
Quanto a área, a Conab prevê que o estado atinja nesta temporada 7,8 milhões de hectares. Um aumento de 12% se comparado com a temporada passada, quando a unidade federada alcançou 6,9 milhões de hectares.
Problemas
O alerta contra a ferrugem asiática continua com o brotamento das plantas. De acordo com a listagem do consórcio antiferrugem, já foram constatados oito focos da doença em todo país, sendo que cinco foram encontrados em Mato Grosso.
Estes focos foram encontrados em Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Alto Araguaia e Sapezal.
Agricultores sofrem com a perda das lavouras e animais por conta da seca.
A cada semana que passa, a seca do Nordeste se revela mais severa, uma das piores da história. Além da perda de lavouras e da dificuldade de conseguir água, as famílias do sertão convivem com o drama de ver os animais morrendo de sede e fome. Em alguns estados, um terço dos rebanhos já morreu ou foi vendido.
São Francisco de Assis do Piauí é um dos 189 municípios do estado que decretaram situação de emergência por causa da seca. As perdas na lavoura chegam a 90%. Nem mesmo a palma, uma planta acostumada à falta de chuva, resistiu.
Na região do semiárido piauiense, a igreja católica criou 32 pontos de distribuição de água para diminuir as longas distâncias percorridas pelo sertanejo e pelos animais, que estão fracos pela falta de alimento e água. Açudes que secaram também recebem água de carros-pipa. Em poucos minutos, os animais aparecem para aproveitar a água.
Quem está a frente de todo esse trabalho é o padre do município, Geraldo Gereon, que acompanha de perto o drama dos sertanejos há mais de duas décadas. “Um dos principais problemas deste ano é o abastecimento dos rebanhos, que são base econômica da população”, diz.
Em algumas regiões, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Piauí, a estiagem provocou a morte de 1/3 do rebanho bovino do estado.
Cenário de deserto em Sergipe
Os açudes de Sergipe estão secos há vários meses e os animais procuram alimento em vão. José Bispo é criador de bois e vacas no município de Poço Redondo, mas desde o início da estiagem, em dezembro do ano passado, já perdeu seis dos sete animais. As lavouras de milho e feijão também não resistiram.
Dezoito municípios do sertão sergipano estão em situação de emergência por conta da seca. Poço Redondo registra uma das situações mais graves. Mais da metade do rebanho já morreu e o que resta, resiste com fome e sede.
Busca de alternativas na Paraíba
Na Paraíba, os pequenos açudes também se transformaram em terra rachada e as plantações em galhos secos. No município de Taperoá, no sertão da Paraíba, predomina a criação de gado, caprinos e ovinos.
A tradicional fazenda Carnaúba está sob os cuidados da nona geração. O criador Manelito Dantas considerada a fazenda modelo por conta das medidas que adota em relação ao clima da região. Mas a propriedade não conseguiu se livrar dos efeitos da estiagem. O capim não brotou e a silagem acabou há dois meses.
O criador Daniel Dantas, filho de Manelito Dantas que administra a propriedade, ainda não conseguiu comprar o milho da CONAB, que é vendido por um preço menor. “Estou há três meses na fila e o pessoal fica protelando. Vai completar quatro meses que estou na fila”, diz.
Sem o milho do governo e sem reserva de alimento para o gado, a fazenda tem que adquirir o bagaço de cana das usinas do litoral do estado. O bagaço chega à propriedade seco e cru. Para que o animal consiga digerir melhor o alimento, o bagaço deve ser tratado com água e cal. O maior problema está em encontrar a matéria prima e no valor do frete pago.
O pequeno criador Luiz Paiva reclama da falta de milho da CONAB. Ele diz que já perdeu 20 das 30 cabeças de gado que tinha na propriedade. Todo mês, vende uma parte dos caprinos para alimentar os que ficam.
A superintendência da Conab na Paraíba enviou uma nota onde afirma que o tempo de espera de um mês para a entrega do milho está dentro da norma. A empresa diz também que a procura é grande e que em dezembro vai aumentar em quatro vezes a quantidade de milho a ser distribuído aos produtores paraibanos.
Sem alarde, bancos renegociam taxa de juros de financiamento de imóvel.
Embora não seja uma prática disseminada e alardeada pelos bancos, a
renegociação da taxa de financiamento imobiliário é uma possibilidade
para os consumidores, principalmente para os contratos firmados antes do
movimento de redução das taxas de juros iniciado no primeiro semestre
de 2012.
Uma pequena redução de 0,5 ponto percentual na taxa efetiva de juros anual contratada, numa situação hipotética simulada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), pode resultar numa economia de mais de R$ 14 mil ao longo de um financiamento de R$ 150 mil (veja ao final desta reportagem detalhes da simulação). Numa negociação mais agressiva, em que o consumidor consiga, por exemplo, reduzir a taxa de 12% para 9% ao ano, seria possível economizar mais de R$ 85 mil no exemplo apresentado pela entidade.
Não é simples obter junto aos bancos informações sobre revisão da taxa efetiva de juros contratada. Dos seis maiores bancos do país, o Bradesco e o Santander foram os únicos a admitir a possibilidade de renegociação. Mesmo assim, o Bradesco destacou que "analisa caso a caso". O Santander disse que, "analisa o perfil e o tempo de relacionamento de cada cliente com o banco".
A Caixa Econômica Federal disse que “a política de redução de juros é direcionada apenas para novas contratações”. O Banco do Brasil informou que “não adota essa estratégia negocial”. O HSBC respondeu que “não atua com a renegociação de taxa de contratos em carteira”. O Itaú foi o único que não respondeu.
O G1 apurou, entretanto, que clientes do Itaú têm conseguido reduzir a taxa de financiamento com o argumento de que bancos concorrentes oferecem condições melhores.
Em um caso, um cliente reduziu em 0,66 ponto percentual a taxa efetiva de juros anual contratada. Após contato por telefone, o banco pediu cinco dias úteis para elaborar uma contraproposta e, em dois dias, apresentou via e-mail um aditivo contratual, com a alteração das condições contratadas. Na prática, a renegociação garantiu uma redução de quase R$ 100 na prestação de cerca de R$ 2 mil do financiamento de 30 anos do imóvel.
Zona de confortoPara Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as condições ainda complexas para que o consumidor faça a portabilidade do crédito imobiliário deixam os bancos numa zona de conforto. Mas ela diz que há um movimento de concorrência no setor que pode beneficiar o consumidor.
“O consumidor pressionar o seu banco para conseguir uma taxa diferenciada da que vem pagando é totalmente viável e cabível”, diz. “O consumidor, às vezes, tem dificuldade [de negociar] e quer preservar a relação com seu banco. Mas não custa tentar, fazer essa experiência, buscar outro banco. Tem que ir quebrando as barreiras. É um movimento importante. Se está sendo feito para novos contratos, quem já está no contrato há mais tempo não pode ser penalizado no momento em que se pode fazer esta migração.”
O Idec fez, a pedido do G1, um levantamento das taxas médias praticadas atualmente pelos seis maiores bancos do país (veja tabela abaixo). A simulação foi feita dentro de uma condição conservadora, usando o que o mercado chama de “taxa de balcão”, para o cliente que não tem nenhum nível de relacionamento com o banco.
O sistema adotado para a simulação foi o Sistema Financeiro
Habitacional (SFH) e o critério de amortização de juros selecionado foi o
sistema de amortização constante (SAC). O perfil seria de um comprador
com 41 anos de idade, renda mensal de R$ 5 mil, comprando um imóvel
novo, cujo valor total seria de R$ 250 mil. O suposto comprador daria R$
100 mil de entrada e financiaria os R$ 150 mil restantes em 25 anos.
Como negociar
Para negociar com o banco, o cliente precisa ser “persuasivo”, nas palavras de Ione, e deve pesquisar para ter poder de barganha. Uma alternativa, por exemplo, é entrar no sistema dos bancos, via internet, e fazer uma simulação, ou consultar diretamente outras instituições bancárias para conhecer as condições propostas.
De acordo com o advogado William Santos Ferreira, coordenador da pós-graduação em direito imobiliário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o primeiro passo é solicitar uma posição atualizada do débito no banco em que foi feito o financiamento e, de posse desta informação, pedir uma proposta a outra instituição.
“Depois ele pode levar ao banco de origem, porque pode ser que este até apresente proposta mais vantajosa para não perder o cliente e o financiamento de longo prazo”, diz.
Mas o advogado destaca que a renegociação nem sempre será possível, pois as condições foram previamente estabelecidas. “Na impossibilidade, somente buscando assessoria jurídica para verificar se há condições para algum questionamento judicial ou utilizando a portabilidade”, diz.
Cuidados
O consumidor, no entanto, deve estar atento a tudo o que está sendo cobrado, alertam o advogado e a especialista do Idec.
“Para verificar se é economicamente interessante, o consumidor deve obter informações acerca de todos os custos, taxas de juros e não apenas do valor da parcela mensal, o que é muito comum”, orienta o coordenador da PUC.
Ione diz que a mudança, às vezes, pode envolver tarifas e taxas que não estão dentro do crédito. “Tudo isso tem que ser ponderado na hora de fazer a operação, porque ela pode não ser benéfica. (...) Se a pessoa não tem entendimento da soma da taxa, deve procurar alguém que pode simular essa recomposição. Porque pode ocorrer de pagar uma prestação menor, mas ter gasto maior por conta dos custos de transferência”, diz.
Questionado sobre se os bancos têm sido receptivos à renegociação, Ferreira acha que “há certa propensão”. Mas Ione afirma que é um movimento que depende do empenho do consumidor. “Não dá para dizer que, naturalmente, eles vão fazer isso. Nenhum banco vai querer perder dinheiro. Não vão chamar o cliente e dizer 'vem cá que vou reduzir'”, comenta.
Taxas variam
O coordenador da PUC reforça que a variação de taxas pode ter impacto significativo no bolso do consumidor. “O que pode ‘mensalmente’ não parecer muito, ou seja, uma diferença de 0,5% a 2%, por exemplo, ao longo de um financiamento de anos representa um grande impacto no valor total a ser pago”, diz.
Para definir a taxa de um cliente, os bancos usam como critérios o nível de relacionamento dele com a instituição, o risco de inadimplência, as garantias, o custo de captação de recursos, entre outras variáveis.
Portabilidade
O G1 também perguntou aos bancos qual a política em relação à portabilidade do crédito. A Caixa, por exemplo, respondeu que definirá sua estratégia somente após a regulamentação da Lei nº 12.703, de 07 de agosto de 2012, que trata da portabilidade.
Durante coletiva de imprensa para comentar resultados trimestrais do Banco do Brasil, no início de novembro, Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de negócios da instituição, também comentou que “a lei que mexeu na poupança deu o caminho para fazer a portabilidade, só que ainda falta ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional”.
Na prática, esta lei permite que, ao transferir o financiamento para outro banco, o consumidor não tenha que fazer o registro do imóvel de novo. Bastaria fazer a averbação do contrato, o que reduziria um dos principais custos cartorários.
A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) informou que a lei já está valendo. “Para o registro de imóveis não havia a necessidade da lei, pois, o credor originário poderia ceder seu crédito a outro credor, porém, dependia da vontade de ambos os credores”, informa Joélcio Escobar, diretor de tecnologia da entidade e 8º Oficial de Registro de Imóveis da capital.
“A nova lei regulou a operacionalização dessa substituição de credores no âmbito, principalmente, do sistema financeiro. Em ambos os negócios o ato a ser praticado no registro de imóveis é o de uma averbação.”
Sobre quais são os custos no caso da portabilidade, Escobar disse que os emolumentos dependem da forma como o contrato for elaborado. “Se os agentes financeiros optam por cancelar a antiga garantia e constituir nova, são necessários dois atos, de averbação do cancelamento e de registro da nova garantia. Todavia, se o contrato formalizado for apenas de mudança do credor (cessão ou portabilidade pela nova regra) os emolumentos correspondem a uma averbação”, orienta.
Estes valores dependem do estado em que fica o imóvel, mas, para exemplificar, o diretor da Arisp explica que, no estado de São Paulo, a tabela de emolumentos é escalonada em faixas de valores. “Apenas para parâmetro, é possível afirmar que os custos são de aproximadamente 0,374% do saldo devedor do financiamento”, diz.
Simulação da Anefac
O impacto de uma redução da taxa ao final do contrato vai depender de uma série de fatores – como valor do financiamento, taxa de juros inicial e final, prazo do financiamento e sistema de amorização.
A simulação feita pela Anefac a pedido do G1 usa como referência um consumidor que tenha feito um financiamento de R$ 150 mil por 30 anos, já tendo pago 5 anos. Os cálculos foram feitos usando a tabela Price como sistema de amortização – que prevê parcelas fixas ao longo de todo o contrato.
A uma taxa de juros de 10%, ele teria que pagar 360 parcelas mensais de R$ 1.272,24, totalizando R$ 458.006.40. Se ele conseguisse reduzir a taxa para 9,5%, a dívida a valor presente seria de R$ 144.464,70, que financiada em 25 anos, resultaria em 300 parcelas mensais de R$ 1.224,24.
“Neste caso ele teria uma redução nas prestações com este novo financiamento de R$ 48,00 e teria economizado em todo o financiamento restante do valor de R$ 14.400”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.
Imaginando as mesmas condições de financiamento, mas cuja taxa de juros tivesse recuado de 12% para 9%, o impacto seria de mais de R$ 85 mil.
“Como ele pagou cinco anos, restaria pagar 300 parcelas mensais de R$ 1.474,com total a pagar de R$ 442.200. Esta dívida a valor presente seria hoje de R$ 146.061,34, que financiada em 25 anos pagaria 300 parcelas mensais de R$ 1.189,94. Com a taxa a 9% ao ano, ele teria uma redução nas prestações de R$ 284,06 e teria economizado em todo o financiamento restante o valor de R$ 85.218”, diz Oliveira.
Uma pequena redução de 0,5 ponto percentual na taxa efetiva de juros anual contratada, numa situação hipotética simulada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), pode resultar numa economia de mais de R$ 14 mil ao longo de um financiamento de R$ 150 mil (veja ao final desta reportagem detalhes da simulação). Numa negociação mais agressiva, em que o consumidor consiga, por exemplo, reduzir a taxa de 12% para 9% ao ano, seria possível economizar mais de R$ 85 mil no exemplo apresentado pela entidade.
Não é simples obter junto aos bancos informações sobre revisão da taxa efetiva de juros contratada. Dos seis maiores bancos do país, o Bradesco e o Santander foram os únicos a admitir a possibilidade de renegociação. Mesmo assim, o Bradesco destacou que "analisa caso a caso". O Santander disse que, "analisa o perfil e o tempo de relacionamento de cada cliente com o banco".
A Caixa Econômica Federal disse que “a política de redução de juros é direcionada apenas para novas contratações”. O Banco do Brasil informou que “não adota essa estratégia negocial”. O HSBC respondeu que “não atua com a renegociação de taxa de contratos em carteira”. O Itaú foi o único que não respondeu.
O G1 apurou, entretanto, que clientes do Itaú têm conseguido reduzir a taxa de financiamento com o argumento de que bancos concorrentes oferecem condições melhores.
Em um caso, um cliente reduziu em 0,66 ponto percentual a taxa efetiva de juros anual contratada. Após contato por telefone, o banco pediu cinco dias úteis para elaborar uma contraproposta e, em dois dias, apresentou via e-mail um aditivo contratual, com a alteração das condições contratadas. Na prática, a renegociação garantiu uma redução de quase R$ 100 na prestação de cerca de R$ 2 mil do financiamento de 30 anos do imóvel.
Zona de confortoPara Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as condições ainda complexas para que o consumidor faça a portabilidade do crédito imobiliário deixam os bancos numa zona de conforto. Mas ela diz que há um movimento de concorrência no setor que pode beneficiar o consumidor.
“O consumidor pressionar o seu banco para conseguir uma taxa diferenciada da que vem pagando é totalmente viável e cabível”, diz. “O consumidor, às vezes, tem dificuldade [de negociar] e quer preservar a relação com seu banco. Mas não custa tentar, fazer essa experiência, buscar outro banco. Tem que ir quebrando as barreiras. É um movimento importante. Se está sendo feito para novos contratos, quem já está no contrato há mais tempo não pode ser penalizado no momento em que se pode fazer esta migração.”
O Idec fez, a pedido do G1, um levantamento das taxas médias praticadas atualmente pelos seis maiores bancos do país (veja tabela abaixo). A simulação foi feita dentro de uma condição conservadora, usando o que o mercado chama de “taxa de balcão”, para o cliente que não tem nenhum nível de relacionamento com o banco.
|
Comparativo de aquisição de crédito imobiliário de acordo com simulador no site dos bancos Estudo elaborado pelo Idec, tendo como base financiamento de R$ 150 mil |
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|---|---|---|---|---|---|---|
| Instituição | BB | Bradesco | CEF | HSBC | Itaú | Santander |
| Valor da renda exigida | R$ 5 mil | R$ 6.054 | R$ 6 mil | R$ 6.270 | R$ 5 mil | R$ 5.491 |
| Taxa de juros efetiva | 8,90% | 10,50% | 8,85% | 10,75% | 9,50% | 11,00% |
| Custo Efetivo Total (CET) | 10,31% | 11,99% | 10,27% | 11,93% | 10,93% | 12,27% |
| Custo Efetivo Sistema Habitacional (CESH) | 6,0446% | 6,3397% | 6,0930% | 4,4900% | 6,7992% | 4,9991% |
| Seguro morte/invalidez permanente (MIP) | R$ 47,70 |
R$ 63,00 |
R$ 47,70 | R$ 48,83 |
R$ 70,16 |
R$ 60,00 |
| Seguro danos físicos ao imóvel (DFI) | R$ 22,95 | R$ 22,95 | R$ 25,50 | R$ 25,07 | ||
| Valor principal | R$ 95,65 | R$ 87,86 | R$ 95,65 | R$ 99,33 | R$ 95,16 | R$ 110,07 |
| Encargos (amortização + juros) | R$ 1.551,95 | R$ 1.753,28 | R$ 1.563,76 | R$ 1.781,76 | R$ 1.639,04 | R$ 1.811,69 |
| Tarifa de administração de contrato | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 |
| Valor da prestação | R$ 1.647,60 | R$ 1.841,14 | R$ 1.659,41 | R$ 1.881,09 | R$ 1.734,20 | R$ 1.921,76 |
|
Fonte: Site dos bancos/Elaboração: Ide |
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Como negociar
Para negociar com o banco, o cliente precisa ser “persuasivo”, nas palavras de Ione, e deve pesquisar para ter poder de barganha. Uma alternativa, por exemplo, é entrar no sistema dos bancos, via internet, e fazer uma simulação, ou consultar diretamente outras instituições bancárias para conhecer as condições propostas.
De acordo com o advogado William Santos Ferreira, coordenador da pós-graduação em direito imobiliário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o primeiro passo é solicitar uma posição atualizada do débito no banco em que foi feito o financiamento e, de posse desta informação, pedir uma proposta a outra instituição.
“Depois ele pode levar ao banco de origem, porque pode ser que este até apresente proposta mais vantajosa para não perder o cliente e o financiamento de longo prazo”, diz.
Mas o advogado destaca que a renegociação nem sempre será possível, pois as condições foram previamente estabelecidas. “Na impossibilidade, somente buscando assessoria jurídica para verificar se há condições para algum questionamento judicial ou utilizando a portabilidade”, diz.
Cuidados
O consumidor, no entanto, deve estar atento a tudo o que está sendo cobrado, alertam o advogado e a especialista do Idec.
“Para verificar se é economicamente interessante, o consumidor deve obter informações acerca de todos os custos, taxas de juros e não apenas do valor da parcela mensal, o que é muito comum”, orienta o coordenador da PUC.
Ione diz que a mudança, às vezes, pode envolver tarifas e taxas que não estão dentro do crédito. “Tudo isso tem que ser ponderado na hora de fazer a operação, porque ela pode não ser benéfica. (...) Se a pessoa não tem entendimento da soma da taxa, deve procurar alguém que pode simular essa recomposição. Porque pode ocorrer de pagar uma prestação menor, mas ter gasto maior por conta dos custos de transferência”, diz.
Questionado sobre se os bancos têm sido receptivos à renegociação, Ferreira acha que “há certa propensão”. Mas Ione afirma que é um movimento que depende do empenho do consumidor. “Não dá para dizer que, naturalmente, eles vão fazer isso. Nenhum banco vai querer perder dinheiro. Não vão chamar o cliente e dizer 'vem cá que vou reduzir'”, comenta.
Taxas variam
O coordenador da PUC reforça que a variação de taxas pode ter impacto significativo no bolso do consumidor. “O que pode ‘mensalmente’ não parecer muito, ou seja, uma diferença de 0,5% a 2%, por exemplo, ao longo de um financiamento de anos representa um grande impacto no valor total a ser pago”, diz.
Para definir a taxa de um cliente, os bancos usam como critérios o nível de relacionamento dele com a instituição, o risco de inadimplência, as garantias, o custo de captação de recursos, entre outras variáveis.
Portabilidade
O G1 também perguntou aos bancos qual a política em relação à portabilidade do crédito. A Caixa, por exemplo, respondeu que definirá sua estratégia somente após a regulamentação da Lei nº 12.703, de 07 de agosto de 2012, que trata da portabilidade.
Durante coletiva de imprensa para comentar resultados trimestrais do Banco do Brasil, no início de novembro, Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de negócios da instituição, também comentou que “a lei que mexeu na poupança deu o caminho para fazer a portabilidade, só que ainda falta ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional”.
Na prática, esta lei permite que, ao transferir o financiamento para outro banco, o consumidor não tenha que fazer o registro do imóvel de novo. Bastaria fazer a averbação do contrato, o que reduziria um dos principais custos cartorários.
A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) informou que a lei já está valendo. “Para o registro de imóveis não havia a necessidade da lei, pois, o credor originário poderia ceder seu crédito a outro credor, porém, dependia da vontade de ambos os credores”, informa Joélcio Escobar, diretor de tecnologia da entidade e 8º Oficial de Registro de Imóveis da capital.
“A nova lei regulou a operacionalização dessa substituição de credores no âmbito, principalmente, do sistema financeiro. Em ambos os negócios o ato a ser praticado no registro de imóveis é o de uma averbação.”
Sobre quais são os custos no caso da portabilidade, Escobar disse que os emolumentos dependem da forma como o contrato for elaborado. “Se os agentes financeiros optam por cancelar a antiga garantia e constituir nova, são necessários dois atos, de averbação do cancelamento e de registro da nova garantia. Todavia, se o contrato formalizado for apenas de mudança do credor (cessão ou portabilidade pela nova regra) os emolumentos correspondem a uma averbação”, orienta.
Estes valores dependem do estado em que fica o imóvel, mas, para exemplificar, o diretor da Arisp explica que, no estado de São Paulo, a tabela de emolumentos é escalonada em faixas de valores. “Apenas para parâmetro, é possível afirmar que os custos são de aproximadamente 0,374% do saldo devedor do financiamento”, diz.
Simulação da Anefac
O impacto de uma redução da taxa ao final do contrato vai depender de uma série de fatores – como valor do financiamento, taxa de juros inicial e final, prazo do financiamento e sistema de amorização.
A simulação feita pela Anefac a pedido do G1 usa como referência um consumidor que tenha feito um financiamento de R$ 150 mil por 30 anos, já tendo pago 5 anos. Os cálculos foram feitos usando a tabela Price como sistema de amortização – que prevê parcelas fixas ao longo de todo o contrato.
A uma taxa de juros de 10%, ele teria que pagar 360 parcelas mensais de R$ 1.272,24, totalizando R$ 458.006.40. Se ele conseguisse reduzir a taxa para 9,5%, a dívida a valor presente seria de R$ 144.464,70, que financiada em 25 anos, resultaria em 300 parcelas mensais de R$ 1.224,24.
“Neste caso ele teria uma redução nas prestações com este novo financiamento de R$ 48,00 e teria economizado em todo o financiamento restante do valor de R$ 14.400”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.
Imaginando as mesmas condições de financiamento, mas cuja taxa de juros tivesse recuado de 12% para 9%, o impacto seria de mais de R$ 85 mil.
“Como ele pagou cinco anos, restaria pagar 300 parcelas mensais de R$ 1.474,com total a pagar de R$ 442.200. Esta dívida a valor presente seria hoje de R$ 146.061,34, que financiada em 25 anos pagaria 300 parcelas mensais de R$ 1.189,94. Com a taxa a 9% ao ano, ele teria uma redução nas prestações de R$ 284,06 e teria economizado em todo o financiamento restante o valor de R$ 85.218”, diz Oliveira.
23 de novembro de 2012
Após romper nível dos R$ 2,10, dólar fecha em baixa com atuação do BC.
O dólar fechou em baixa sobre o real nesta sexta-feira (23), dia em que
a moeda norte-americana chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 2,10
pela manhã, mas passou a cair logo depois, com a atuação do Banco
Central no mercado de câmbio.
A moeda recuou 0,79%, a R$ 2,0819. Pela manhã, por volta das 11h20, a divisa chegou a subir 0,91%, a R$ 2,1175.
Na semana, a moeda acumula alta de 0,10% e, no mês, de 2,54%.
A queda teve início após o Banco Central atuar no mercado de câmbio e anunciar um leilão de swap cambial tradicional (que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro).
Como o dólar havia rompido o "piso informal" de R$ 2,10, o mercado esperava uma atuação do BC. A ação desta sexta foi a primeira operação de swap cambial tradicional desde o fim de junho. O tipo de intervenção tende a inibir uma tendência de alta da moeda americana.
O Banco Central vendeu 32.500 contratos de swap cambial tradicional, em um volume equivalente a US$ 1,620 bilhão. A oferta inicial era de até 62.800 contratos (US$ 3,14 bilhões).
O leilão do BC serviu para adiantar o vencimento também no montante de US$ 3,14 bilhões em contratos de swap cambial reverso (equivalentes a uma compra de dólares no mercado futuro) que ocorreria em 3 de dezembro.
Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o câmbio acima de R$ 2 veio para ficar.
“A flutuação cambial é pequena, é importante para o empresário. Já temos aqui uns quatro, cinco meses com o câmbio acima de R$ 2. Então, isso mostra que veio para ficar", disse, durante a 32ª reunião do Fórum Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (23), em São Paulo.
Maior nível em 3 anos e meioMesmo com a oscilação durante esta manhã, a moeda norte-americana segue próxima da máxima de fechamento em cerca de três anos e meio, de R$ 2,109, valor registrado no dia 15 de maio de 2009.
O movimento acontece um dia depois de o presidente da instituição, Alexandre Tombini, afirmar que não existe banda cambial e que o BC não defende nenhum nível para a taxa de câmbio.
Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,16%, cotada a R$ 2,0985 para a venda.
Se o BC não atuar nesta sexta-feira para devolver o dólar para abaixo de R$ 2,10, o mercado deve interpretar como um sinal de que, de fato, a banda cambial mudou e o BC estaria tolerando um dólar mais caro.
A moeda recuou 0,79%, a R$ 2,0819. Pela manhã, por volta das 11h20, a divisa chegou a subir 0,91%, a R$ 2,1175.
Na semana, a moeda acumula alta de 0,10% e, no mês, de 2,54%.
A queda teve início após o Banco Central atuar no mercado de câmbio e anunciar um leilão de swap cambial tradicional (que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro).
Como o dólar havia rompido o "piso informal" de R$ 2,10, o mercado esperava uma atuação do BC. A ação desta sexta foi a primeira operação de swap cambial tradicional desde o fim de junho. O tipo de intervenção tende a inibir uma tendência de alta da moeda americana.
O Banco Central vendeu 32.500 contratos de swap cambial tradicional, em um volume equivalente a US$ 1,620 bilhão. A oferta inicial era de até 62.800 contratos (US$ 3,14 bilhões).
O leilão do BC serviu para adiantar o vencimento também no montante de US$ 3,14 bilhões em contratos de swap cambial reverso (equivalentes a uma compra de dólares no mercado futuro) que ocorreria em 3 de dezembro.
Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o câmbio acima de R$ 2 veio para ficar.
“A flutuação cambial é pequena, é importante para o empresário. Já temos aqui uns quatro, cinco meses com o câmbio acima de R$ 2. Então, isso mostra que veio para ficar", disse, durante a 32ª reunião do Fórum Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta sexta-feira (23), em São Paulo.
Maior nível em 3 anos e meioMesmo com a oscilação durante esta manhã, a moeda norte-americana segue próxima da máxima de fechamento em cerca de três anos e meio, de R$ 2,109, valor registrado no dia 15 de maio de 2009.
O movimento acontece um dia depois de o presidente da instituição, Alexandre Tombini, afirmar que não existe banda cambial e que o BC não defende nenhum nível para a taxa de câmbio.
Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,16%, cotada a R$ 2,0985 para a venda.
Se o BC não atuar nesta sexta-feira para devolver o dólar para abaixo de R$ 2,10, o mercado deve interpretar como um sinal de que, de fato, a banda cambial mudou e o BC estaria tolerando um dólar mais caro.
Dólar ultrapassa R$2,10 e atinge máxima em mais de 3 anos.
SÃO PAULO, 23 Nov (Reuters) - O dólar avançava ante o real nesta
sexta-feira, atingindo o maior nível intradia em mais de três anos e
ultrapassando o teto informal de 2,10 reais, com o mercado testando a
disposição do Banco Central de defender esse nível.
Às 9h52, o dólar subia 0,31 por cento, para 2,1050 reais na venda, descolado dos mercados internacionais, onde a moeda norte-americana recuava devido ao maior apetite dos investidores por risco.
Na máxima da sessão, o dólar atingiu 2,1095 reais, maior nível intradia desde 15 de maio de 2009, quando registrou 2,1130 reais na máxima.
"Hoje e segunda-feira teremos uma briga no mercado para ver como o BC fica com esses 2,10 reais", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, acrescentando que a autoridade monetária poderá fazer uma pesquisa informal com os dealers ainda nesta sexta-feira para conferir se há escassez de liquidez no mercado.
Na quinta-feira, o próprio presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, alertou que o banco poderá intervir no mercado para prover liquidez no final do ano, quando dólares são tradicionalmente mais escassos no país.
"O dólar subiu um pouco no vazio porque o mercado ainda não está muito robusto", afirmou Ferreira, lembrando que os volumes devem ser menores devido ao final de semana do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana atingiu 2,10 reais no intradia pela última vez no dia 28 de junho, quando o BC anunciou um leilão de swap cambial tradicional --equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro.
Essa atuação, somada a outras feitas anteriormente, puxaram o dólar para abaixo de 2 reais logo no início de julho. Logo em seguida, o diretor de Política Monetária Monetária, Aldo Mendes, disse que o dólar abaixo de 2 reais não era bom para a indústria e, desde então, a moeda vinha oscilando dentro dessa banda informal.
Depois de declarações da presidente Dilma Rousseff no início desta semana, no entanto, o mercado especula se o governo irá favorecer um real mais desvalorizado para impulsionar a atividade econômica do país.
Em relação a uma cesta de moedas, o dólar cedia 0,44 por cento.
Às 9h52, o dólar subia 0,31 por cento, para 2,1050 reais na venda, descolado dos mercados internacionais, onde a moeda norte-americana recuava devido ao maior apetite dos investidores por risco.
Na máxima da sessão, o dólar atingiu 2,1095 reais, maior nível intradia desde 15 de maio de 2009, quando registrou 2,1130 reais na máxima.
"Hoje e segunda-feira teremos uma briga no mercado para ver como o BC fica com esses 2,10 reais", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, acrescentando que a autoridade monetária poderá fazer uma pesquisa informal com os dealers ainda nesta sexta-feira para conferir se há escassez de liquidez no mercado.
Na quinta-feira, o próprio presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, alertou que o banco poderá intervir no mercado para prover liquidez no final do ano, quando dólares são tradicionalmente mais escassos no país.
"O dólar subiu um pouco no vazio porque o mercado ainda não está muito robusto", afirmou Ferreira, lembrando que os volumes devem ser menores devido ao final de semana do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana atingiu 2,10 reais no intradia pela última vez no dia 28 de junho, quando o BC anunciou um leilão de swap cambial tradicional --equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro.
Essa atuação, somada a outras feitas anteriormente, puxaram o dólar para abaixo de 2 reais logo no início de julho. Logo em seguida, o diretor de Política Monetária Monetária, Aldo Mendes, disse que o dólar abaixo de 2 reais não era bom para a indústria e, desde então, a moeda vinha oscilando dentro dessa banda informal.
Depois de declarações da presidente Dilma Rousseff no início desta semana, no entanto, o mercado especula se o governo irá favorecer um real mais desvalorizado para impulsionar a atividade econômica do país.
Em relação a uma cesta de moedas, o dólar cedia 0,44 por cento.
14 de novembro de 2012
Débitos do Simples Nacional poderão ser parcelados em até 60 meses.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional autorizou que os débitos
apurados na forma do Simples Nacional, inscritos em Dívida Ativa da
União, dos micro e pequenos empresários poderão ser parcelados em até 60
meses.
A parcela não poderá ser menor que R$ 500 , com prestações vencendo no último dia de cada mês, e correção pela taxa básica de juro, Selic. O parcelamento não será permitido em caso de falência decretada.
O pedido de parcelamento da dívida deverá ser feito preferencialmente pela Internet, no endereço www.pgfn.fazenda.gov.br. A portaria foi publicada no DOU (diários Oficial da União nesta segunda-feira (12).
A parcela não poderá ser menor que R$ 500 , com prestações vencendo no último dia de cada mês, e correção pela taxa básica de juro, Selic. O parcelamento não será permitido em caso de falência decretada.
O pedido de parcelamento da dívida deverá ser feito preferencialmente pela Internet, no endereço www.pgfn.fazenda.gov.br. A portaria foi publicada no DOU (diários Oficial da União nesta segunda-feira (12).
Carro ou táxi? Confira qual meio de transporte é mais vantajoso em cinco cidades.
Um estudo realizado pela escola de educação financeira Academia do
Dinheiro mostrou os gasto de utilizar o carro e o táxi para trabalhar em
cinco cidades brasileiras: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba
(PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
O estudo considerou uma distância média de 7 quilômetros, por dia, em todas as cidades e identificou uma economia média de 31,63%, uma diferença de R$ 3.883,20, para quem utilizar o táxi em Brasília, por exemplo. Na tabela abaixo é possível conferir os gastos dos dois meios de transporte nas cinco cidades:
A economia pode não parecer muito atrativa, no entanto, o consultor financeiro também fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, afirma que a comparação pode ficar mais atrativa para uma família que possui dois carros na garagem ou que já possui um e está pensando em adquirir outro.
“Uma família com dois carros populares de R$ 40 mil na garagem, muitas vezes, acaba utilizando apenas um. Assim, essas pessoas poderiam pensar em comprar um veículo de R$ 60 mil e optar por apenas o marido ou a esposa andar de carro e o outro usar táxi”, explica Calil
Com isso, diz ele, a economia pode chegar a quase R$ 20 mil, por ano.
O estudo considerou uma distância média de 7 quilômetros, por dia, em todas as cidades e identificou uma economia média de 31,63%, uma diferença de R$ 3.883,20, para quem utilizar o táxi em Brasília, por exemplo. Na tabela abaixo é possível conferir os gastos dos dois meios de transporte nas cinco cidades:
A economia pode não parecer muito atrativa, no entanto, o consultor financeiro também fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, afirma que a comparação pode ficar mais atrativa para uma família que possui dois carros na garagem ou que já possui um e está pensando em adquirir outro.
“Uma família com dois carros populares de R$ 40 mil na garagem, muitas vezes, acaba utilizando apenas um. Assim, essas pessoas poderiam pensar em comprar um veículo de R$ 60 mil e optar por apenas o marido ou a esposa andar de carro e o outro usar táxi”, explica Calil
Com isso, diz ele, a economia pode chegar a quase R$ 20 mil, por ano.
| Cálculo dos gastos com Veículos | |||||
| Cidade | São Paulo | Curitiba | Belo Horizonte | Rio de Janeiro | Brasilia |
| Distância percorrida Km/dia | 7 | 7 | 7 | 7 | 7 |
| Valor do carro | 30.000,00 | 30.000,00 | 30.000,00 | 30.000,00 | 30.000,00 |
| Depreciação Anual % | 8,00% | 8,00% | 8,00% | 8,00% | 8,00% |
| Depreciação Anual R$ | 2.400,00 | 2.400,00 | 2.400,00 | 2.400,00 | 2.400,00 |
| Combustivel R$/litro | 2,620 | 2,763 | 2,823 | 2,859 | 2,822 |
| Consumo Km/Litro | 5,00 | 5,00 | 5,00 | 5,00 | 5,00 |
| Combustivel Anual (úteis 1 ida e 1 volta) | 1.995,39 | 2.104,30 | 2.150,00 | 2.177,41 | 2.149,24 |
| Licenciamento | 62,70 | 58,14 | 66,38 | 96,22 | 48,52 |
| Seguro Obrigatório | 101,16 | 101,16 | 101,16 | 101,16 | 101,16 |
| IPVA | 1.200,00 | 750,00 | 1.200,00 | 1.200,00 | 1.050,00 |
| Manutenção anual | 1.200,00 | 1.200,00 | 1.200,00 | 1.200,00 | 1.200,00 |
| Seguro Anual | 1.450,00 | 1.450,00 | 1.450,00 | 1.450,00 | 1.450,00 |
| Estacionamento Anual | 3.687,00 | 3.879,48 | 3.154,00 | 3.915,00 | 3.879,48 |
| Custo Anual do Carro | 12.096,25 | 11.943,08 | 11.721,54 | 12.539,79 | 12.278,40 |
| Custo Anual do Taxi | |||||
| Bandeirada R$ | 4,10 | 4,00 | 3,90 | 4,70 | 3,30 |
| Tarifa R$/km | 2,50 | 2,00 | 2,24 | 1,70 | 1,80 |
| R$ por corrida | 21,60 | 18,00 | 19,58 | 16,60 | 15,90 |
| Corridas no mês (1 ida e 1 volta) | 44 | 44 | 44 | 44 | 44 |
| R$ Taxi no ano | 11.404,80 | 9.504,00 | 10.338,24 | 8.764,80 | 8.395,20 |
| Fonte: www.academiadodinheiro.com.br |
SP: inadimplência com taxa de condomínio sobe quase 4% em outubro.
O número de ações de cobrança por falta de pagamento da taxa de
condomínio subiu 3,98% em outubro, protocolando 837 ações ante 805
registros no mês de setembro.
No mesmo mês de 2011, foram 978 casos, representando queda de 14,41% em comparação com outubro deste ano. Considerando os dez primeiros meses deste ano, foram 8.939 ações de cobrança, alta de 5,23% em relação a igual período do ano passado, quando foram apontados 8.495 registros.
O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, acredita que o 13º salário ajudará os inadimplentes a liquidarem a dívida. “As pessoas vão preferir negociar as dívidas a ter seu nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito”, disse.
Segundo ele, até o fim deste ano deverão ser registradas 10.500 ações. Em 2011 foram 9.947 ações e em 2010: 11.808.
No mesmo mês de 2011, foram 978 casos, representando queda de 14,41% em comparação com outubro deste ano. Considerando os dez primeiros meses deste ano, foram 8.939 ações de cobrança, alta de 5,23% em relação a igual período do ano passado, quando foram apontados 8.495 registros.
O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, acredita que o 13º salário ajudará os inadimplentes a liquidarem a dívida. “As pessoas vão preferir negociar as dívidas a ter seu nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito”, disse.
Segundo ele, até o fim deste ano deverão ser registradas 10.500 ações. Em 2011 foram 9.947 ações e em 2010: 11.808.
Fábrica inaugurada para suprir a demanda do HB20 entra em greve.
Os trabalhadores da fábrica da Hyundai em Piracicaba decidiram, nesta
terça-feira (13), entrar em greve por tempo indeterminado. A fábrica
foi inaugurada oficialmente na última sexta-feira (9), com a intensão de
suprir a demanda pelo modelo HB20, que até o fim do mês passado já
apresentava uma procura 2,75 vezes maior do que o esperado.
A empresa informou não saber o impacto da paralisação para o tempo de espera do carro, que atualmente, segundo distribuidoras, está entre fevereiro e março de 2013. De acordo com a Hyundai, a estimativa é que, ainda este ano, sejam produzidos 26 mil modelos do HB20.
Greve
A categoria está pedindo um aumento do piso salarial de 39,86%, porém na proposta oferecida pela Hyundai o piso passaria de R$ 1.287 a R$ 1.600. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região, José Luiz Ribeiro, afirmou que o desejo dos trabalhadores seria um piso de R$ 1.800. “Os trabalhadores votaram por unanimidade na rejeição da proposta e início da greve. Vamos à luta”, disse Ribeiro.
As negociações finais, com a intenção de evitar a paralisação, começaram às 17h30 de ontem e acabaram por volta das 5 horas de hoje. Já a Assembleia começou às 6 horas com os trabalhadores do primeiro turno, os do segundo turno terão uma outra Assembleia às 17 horas. Ainda está previsto uma rodada de negociações na Subdelegacia do Trabalho, em Piracicaba.
Outras reivindicações
Na proposta rejeitada pela Assembleia, e que motivou o início do movimento, também constava aumento de 8,1% nos salários, com a alta de mais 5% depois de seis meses de trabalho, mais 5% depois de um ano e mais 5% ao completar o segundo ano. Além de vale especial de Natal no valor de R$ 1.000, vale-compra cesta básica de R$ 204 mensais e questões sociais, como uniforme, equipamento de proteção, definição da PRL (Participação nos Lucros e Resultados) e discussão da jornada de 40 horas semanais.
Procurada a Hyundai não comentou o assunto.
A empresa informou não saber o impacto da paralisação para o tempo de espera do carro, que atualmente, segundo distribuidoras, está entre fevereiro e março de 2013. De acordo com a Hyundai, a estimativa é que, ainda este ano, sejam produzidos 26 mil modelos do HB20.
Greve
A categoria está pedindo um aumento do piso salarial de 39,86%, porém na proposta oferecida pela Hyundai o piso passaria de R$ 1.287 a R$ 1.600. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e região, José Luiz Ribeiro, afirmou que o desejo dos trabalhadores seria um piso de R$ 1.800. “Os trabalhadores votaram por unanimidade na rejeição da proposta e início da greve. Vamos à luta”, disse Ribeiro.
As negociações finais, com a intenção de evitar a paralisação, começaram às 17h30 de ontem e acabaram por volta das 5 horas de hoje. Já a Assembleia começou às 6 horas com os trabalhadores do primeiro turno, os do segundo turno terão uma outra Assembleia às 17 horas. Ainda está previsto uma rodada de negociações na Subdelegacia do Trabalho, em Piracicaba.
Outras reivindicações
Na proposta rejeitada pela Assembleia, e que motivou o início do movimento, também constava aumento de 8,1% nos salários, com a alta de mais 5% depois de seis meses de trabalho, mais 5% depois de um ano e mais 5% ao completar o segundo ano. Além de vale especial de Natal no valor de R$ 1.000, vale-compra cesta básica de R$ 204 mensais e questões sociais, como uniforme, equipamento de proteção, definição da PRL (Participação nos Lucros e Resultados) e discussão da jornada de 40 horas semanais.
Procurada a Hyundai não comentou o assunto.
Gás pode ficar mais caro por conta de greve no setor.
A greve dos trabalhadores das empresas que envasam o Gás LP
(Liquefeito de Petróleo) pode gerar um aumento do preço do botijão de
gás, segundo informa o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas
Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo).
O InfoMoney buscou revendedores e descobriu que alguns estabelecimentos já estão vendendo o produto mais caro. Em São José dos Campos, por exemplo, alguns revendedores informaram que o valor do produto subiu de R$ 34 para R$ 45, nos últimos dias. A alta está relacionada ao fato de que revendedoras estão precisando direcionar carregamentos de outros estados para abastecer o mercado paulista, o que pode causar um aumento do custo de logística.
O Sindigás divulgou que o fornecimento segue cada vez mais comprometido, pois os sindicatos dos trabalhadores de minério de Paulínia e o dos rodoviários de Campinas e região descumpriram liminares que determinavam percentuais mínimos de produção e de contingente de profissionais em serviço para garantir o abastecimento da população. A redução do nível de disponibilidade do produto nas revendedoras se encontra inferior a 10% do considerado normal. A greve também afeta hospitais, clínicas e escolas, que estão com o suprimento abaixo do patamar de segurança.
O sindicato recomenda que os consumidores que possuem gás em casa não recorram aos revendedores para comprar mais, pois acredita que a situação será resolvida o mais rápido possível, a fim de que o atendimento à população não seja mais comprometido.
Fim da greve
Entrando na segunda semana de paralisação, o sindicato acredita que a greve pode terminar nesta terça-feira (13). Às 17 horas, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, em São Paulo, irá julgar o conflito dos colaboradores da Região Metropolitana e da Baixada Santista.
O Sindigás espera que a Justiça julgue o dissídio com rapidez, pois a recusa dos sindicatos paulistas da categoria em aceitar o acordo pactuado com os demais trabalhadores do País não tem justificativas razoáveis.
O InfoMoney buscou revendedores e descobriu que alguns estabelecimentos já estão vendendo o produto mais caro. Em São José dos Campos, por exemplo, alguns revendedores informaram que o valor do produto subiu de R$ 34 para R$ 45, nos últimos dias. A alta está relacionada ao fato de que revendedoras estão precisando direcionar carregamentos de outros estados para abastecer o mercado paulista, o que pode causar um aumento do custo de logística.
O Sindigás divulgou que o fornecimento segue cada vez mais comprometido, pois os sindicatos dos trabalhadores de minério de Paulínia e o dos rodoviários de Campinas e região descumpriram liminares que determinavam percentuais mínimos de produção e de contingente de profissionais em serviço para garantir o abastecimento da população. A redução do nível de disponibilidade do produto nas revendedoras se encontra inferior a 10% do considerado normal. A greve também afeta hospitais, clínicas e escolas, que estão com o suprimento abaixo do patamar de segurança.
O sindicato recomenda que os consumidores que possuem gás em casa não recorram aos revendedores para comprar mais, pois acredita que a situação será resolvida o mais rápido possível, a fim de que o atendimento à população não seja mais comprometido.
Fim da greve
Entrando na segunda semana de paralisação, o sindicato acredita que a greve pode terminar nesta terça-feira (13). Às 17 horas, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, em São Paulo, irá julgar o conflito dos colaboradores da Região Metropolitana e da Baixada Santista.
O Sindigás espera que a Justiça julgue o dissídio com rapidez, pois a recusa dos sindicatos paulistas da categoria em aceitar o acordo pactuado com os demais trabalhadores do País não tem justificativas razoáveis.
12 de novembro de 2012
Economia do Japão encolhe com menor investimento empresarial.
TÓQUIO, 12 Nov (Reuters) - A economia do Japão encolheu no terceiro
trimestre pela primeira vez desde o ano passado, ampliando os sinais de
que a desaceleração do crescimento global e as tensões com a China estão
levando a terceira maior economia do mundo a uma recessão.
A queda de 0,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em linha com as expectativas, embora o recuo nos gastos de capital tenha sido bem mais forte do que o previsto. Sony Corp e Panasonic Corp reduziram os planos de gastos para lidar com fortes perdas uma vez que enfrentam mercados competitivos e um iene forte.
O recuo do PIB se traduz em uma taxa anualizada de queda de 3,5 por cento, mostraram dados do governo nesta segunda-feira. Enquanto o crescimento dos Estados Unidos mostrou uma modesto avanço no terceiro trimestre, as economias do Japão e da zona do euro estão encolhendo.
"Os dados do PIB confirmam que a economia caiu em recessão", disse o economista sênior do Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities em Tóquio, Tatsushi Shikano. "O país está a caminho de um segundo trimestre seguido de contração no trimestre atual."
Uma recessão é comumente definida como dois trimestres consecutivos de contração.
Os dados mantêm a pressão do governo sobre o Banco do Japão, banco central do país, para impulsionar o estímulo monetário mesmo depois de ter afrouxado a política em outubro pelo segundo mês seguido, uma vez que um iene forte e uma disputa territorial com a China exacerbam a demanda fraca por exportações.
O ministro da Economia, Seiji Maehara, afirmou que o banco central deveria buscar um afrouxamento de política forte para impulsionar a economia, embora o presidente do BC, Masaaki Shirakawa, tenha dito que o governo deve fazer sua parte também.
Muitos analistas esperam que o BC deixe a política inalterada em uma revisão na próxima semana, mas alguns veem a possibilidade de um aumento de estímulo de novo na reunião de 19 e 20 de dezembro, pouco depois de uma reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
A queda de 0,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em linha com as expectativas, embora o recuo nos gastos de capital tenha sido bem mais forte do que o previsto. Sony Corp e Panasonic Corp reduziram os planos de gastos para lidar com fortes perdas uma vez que enfrentam mercados competitivos e um iene forte.
O recuo do PIB se traduz em uma taxa anualizada de queda de 3,5 por cento, mostraram dados do governo nesta segunda-feira. Enquanto o crescimento dos Estados Unidos mostrou uma modesto avanço no terceiro trimestre, as economias do Japão e da zona do euro estão encolhendo.
"Os dados do PIB confirmam que a economia caiu em recessão", disse o economista sênior do Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities em Tóquio, Tatsushi Shikano. "O país está a caminho de um segundo trimestre seguido de contração no trimestre atual."
Uma recessão é comumente definida como dois trimestres consecutivos de contração.
Os dados mantêm a pressão do governo sobre o Banco do Japão, banco central do país, para impulsionar o estímulo monetário mesmo depois de ter afrouxado a política em outubro pelo segundo mês seguido, uma vez que um iene forte e uma disputa territorial com a China exacerbam a demanda fraca por exportações.
O ministro da Economia, Seiji Maehara, afirmou que o banco central deveria buscar um afrouxamento de política forte para impulsionar a economia, embora o presidente do BC, Masaaki Shirakawa, tenha dito que o governo deve fazer sua parte também.
Muitos analistas esperam que o BC deixe a política inalterada em uma revisão na próxima semana, mas alguns veem a possibilidade de um aumento de estímulo de novo na reunião de 19 e 20 de dezembro, pouco depois de uma reunião do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
Ações asiáticas enfraquecem por PIB japonês fraco e temor com abismo fiscal.
TÓQUIO, 12 Nov (Reuters) - As ações asiáticas mostraram fraqueza
nesta segunda-feira, à medida que preocupações com o abismo fiscal nos
Estados Unidos e o programa de resgate da Grécia feriram o otimismo
sobre os perspectivas de crescimento das duas maiores economias do
mundo, os Estados Unidos e a China.
Somando-se às incertezas, o Japão reportou que sua economia encolheu 0,9 por cento entre julho e setembro em relação ao trimestre anterior, a primeira contração em três trimestres, sugerindo que a vacilante demanda global e os fracos gastos do consumidor podem colocar a terceira maior economia do mundo numa pequena recessão.
Às 8h02 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão estava praticamente estável, com oscilação positiva de 0,02 por cento, depois de encerrar a semana passada com perdas de 0,7 por cento, no menor nível em uma semana.
Os setores de energia e materiais tinham os piores desempenhos, pesando sobre o índice australiano, dependente de matérias-primas, que recuou 0,31 por cento.
As ações sul coreanas cederam 0,19 por cento, enquanto Hong Kong teve alta de 0,21 por cento e Xangai subiu 0,49 por cento.
O índice Nikkei do Japão recuou 0,93 por cento, registrando o menor nível em quatro semanas.
A bolsa de Taiwan caiu 0,35 por cento, enquanto Cingapura teve ligeira queda de 0,07 por cento.
"Os investidores continuam tomados pelas consequências do abismo fiscal dos Estados Unidos, e isso está limitando o entusiasmo do mercado, com um obstáculo tão significativo mantendo-se no caminho dos mercados financeiros", afirmou o operador sênior do CMC Markets, Tim Waterer.
O presidente Barack Obama convidou na sexta-feira líderes do Congresso para a Casa Branca, iniciando as negociações para evitar o abismo fiscal em busca de um compromisso para cortar o déficit norte-americano antes que aproximadamente 600 bilhões de dólares em cortes de gastos e aumentos de impostos entrem em vigor no começo de 2013.
Analistas dizem que o abismo fiscal pode tirar a economia norte-americana dos trilhos, a qual tem mostrado sinais de uma recuperação modesta.
(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Narayanan Somasundaram em Sydney e Lisa Twaronite em Tóquio).
Somando-se às incertezas, o Japão reportou que sua economia encolheu 0,9 por cento entre julho e setembro em relação ao trimestre anterior, a primeira contração em três trimestres, sugerindo que a vacilante demanda global e os fracos gastos do consumidor podem colocar a terceira maior economia do mundo numa pequena recessão.
Às 8h02 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão estava praticamente estável, com oscilação positiva de 0,02 por cento, depois de encerrar a semana passada com perdas de 0,7 por cento, no menor nível em uma semana.
Os setores de energia e materiais tinham os piores desempenhos, pesando sobre o índice australiano, dependente de matérias-primas, que recuou 0,31 por cento.
As ações sul coreanas cederam 0,19 por cento, enquanto Hong Kong teve alta de 0,21 por cento e Xangai subiu 0,49 por cento.
O índice Nikkei do Japão recuou 0,93 por cento, registrando o menor nível em quatro semanas.
A bolsa de Taiwan caiu 0,35 por cento, enquanto Cingapura teve ligeira queda de 0,07 por cento.
"Os investidores continuam tomados pelas consequências do abismo fiscal dos Estados Unidos, e isso está limitando o entusiasmo do mercado, com um obstáculo tão significativo mantendo-se no caminho dos mercados financeiros", afirmou o operador sênior do CMC Markets, Tim Waterer.
O presidente Barack Obama convidou na sexta-feira líderes do Congresso para a Casa Branca, iniciando as negociações para evitar o abismo fiscal em busca de um compromisso para cortar o déficit norte-americano antes que aproximadamente 600 bilhões de dólares em cortes de gastos e aumentos de impostos entrem em vigor no começo de 2013.
Analistas dizem que o abismo fiscal pode tirar a economia norte-americana dos trilhos, a qual tem mostrado sinais de uma recuperação modesta.
(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Narayanan Somasundaram em Sydney e Lisa Twaronite em Tóquio).
Zona do euro não vai liberar nova parcela à Grécia nesta 2a.
A zona do euro não irá liberar uma nova parcela de empréstimo à
Grécia nesta segunda-feira apesar do duro orçamento para 2013 do país,
uma vez que ainda não há acordo sobre como tornar a dívida sustentável,
mas Atenas deve conseguir mais dois anos para reduzir a dívida, disseram
autoridades.
Os ministros das Finanças da zona do euro, chamados de Eurogroup, reúnem-se nesta segunda-feira em Bruxelas, e o principal tópico de discussões será o descongelamento do empréstimo à Grécia, atrasado depois de o país ter saído dos trilhos com as prometidas reformas e consolidação fiscal.
O Parlamento grego aprovou um orçamento de austeridade para 2013 no domingo e um pacote de reformas estruturais na quarta-feira para atender às condições para a liberação da próxima parcela de 31,5 bilhões de euros de empréstimos emergenciais da zona do euro.
Mas os ministros não estão em posição para tomar uma decisão final ainda.
"Existe uma probabilidade muito, muito alta...de uma segunda rodada de discussões para finalizar tudo", disse uma autoridade sênior da UE na sexta-feira.
Nesta segunda-feira, os ministros irão analisar todos os compromissos de reforma que a Grécia fez para julgar se um programa de austeridade prometido em troca de novos empréstimos está de volta aos trilhos.
Decisiva para um acordo final é uma análise sobre como tornar a dívida grega, cuja estimativa é de que alcance quase 190 por cento do PIB no próximo ano, sustentável de novo.
O membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) Joerg Asmussen afirmou ao jornal belga De Tijd no sábado que Grécia irá falhar em reduzir sua dívida para um nível gerenciável até 2020 com as políticas atuais, acabando com mais de 140 por cento do PIB em vez dos 116,5 por cento definidos em março.
Uma vez que houver um acordo sobre a análise da dívida, esta será enviada aos Parlamentos nacionais, com destaque para a Alemanha, para que seja aprovado o desembolso da próxima parcela de ajuda --dinheiro que Atenas precisa para pagar empréstimos e sustentar seus bancos.
Mas uma coisa que os credores --Fundo Monetário Internacional, BCE e Comissão Europeia, chamados "troika" -- concordam agora é que a Grécia, que verá seu sexto ano de profunda recessão em 2013, precisa de pelo menos mais dois anos para alcançar um superávit primário que coloque sua dívida a caminho de uma redução.
O tempo extra permitirá que a economia comece a crescer de novo, sem o que nunca produzirá o suficiente para o país pagar sua dívida.
(Reportagem adicional de Lefteris Papadimas, Deepa Babingtin e Harry Papachristou em Atenas e Robin Emmott em Bruxelas).
Os ministros das Finanças da zona do euro, chamados de Eurogroup, reúnem-se nesta segunda-feira em Bruxelas, e o principal tópico de discussões será o descongelamento do empréstimo à Grécia, atrasado depois de o país ter saído dos trilhos com as prometidas reformas e consolidação fiscal.
O Parlamento grego aprovou um orçamento de austeridade para 2013 no domingo e um pacote de reformas estruturais na quarta-feira para atender às condições para a liberação da próxima parcela de 31,5 bilhões de euros de empréstimos emergenciais da zona do euro.
Mas os ministros não estão em posição para tomar uma decisão final ainda.
"Existe uma probabilidade muito, muito alta...de uma segunda rodada de discussões para finalizar tudo", disse uma autoridade sênior da UE na sexta-feira.
Nesta segunda-feira, os ministros irão analisar todos os compromissos de reforma que a Grécia fez para julgar se um programa de austeridade prometido em troca de novos empréstimos está de volta aos trilhos.
Decisiva para um acordo final é uma análise sobre como tornar a dívida grega, cuja estimativa é de que alcance quase 190 por cento do PIB no próximo ano, sustentável de novo.
O membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) Joerg Asmussen afirmou ao jornal belga De Tijd no sábado que Grécia irá falhar em reduzir sua dívida para um nível gerenciável até 2020 com as políticas atuais, acabando com mais de 140 por cento do PIB em vez dos 116,5 por cento definidos em março.
Uma vez que houver um acordo sobre a análise da dívida, esta será enviada aos Parlamentos nacionais, com destaque para a Alemanha, para que seja aprovado o desembolso da próxima parcela de ajuda --dinheiro que Atenas precisa para pagar empréstimos e sustentar seus bancos.
Mas uma coisa que os credores --Fundo Monetário Internacional, BCE e Comissão Europeia, chamados "troika" -- concordam agora é que a Grécia, que verá seu sexto ano de profunda recessão em 2013, precisa de pelo menos mais dois anos para alcançar um superávit primário que coloque sua dívida a caminho de uma redução.
O tempo extra permitirá que a economia comece a crescer de novo, sem o que nunca produzirá o suficiente para o país pagar sua dívida.
(Reportagem adicional de Lefteris Papadimas, Deepa Babingtin e Harry Papachristou em Atenas e Robin Emmott em Bruxelas).
Obama reúne-se com empresários e sindicalistas para diálogo fiscal.
Obama quer encontrar "uma solução equilibrada para os nossos desafios do déficit" e um jeito de fazer com que a economia avance, disse a autoridade.
Reeleito na semana passada para assumir um segundo mandato de quatro anos, o presidente enfrenta o desafio imediato de impedir o chamado "abismo fiscal", uma combinação de cortes dos gastos do governo e aumento de impostos que devem ser implementados no início de 2013 e podem reduzir o déficit orçamentário, mas também colocar a economia de volta em recessão.
Obama agendou uma reunião com líderes democratas e republicanos da Câmara e do Senado na sexta-feira para começar as negociações.
O presidente vai se reunir com líderes sindicais e outras lideranças do movimento político progressista na terça-feira, segundo a autoridade. Obama encontrará líderes empresariais na quarta-feira e representantes da sociedade civil na sexta-feira, de acordo com a fonte da Casa Branca.
O presidente e congressistas republicanos fizeram comentários com tom conciliatório desde as eleições sobre chegarem a um acordo para evitar um repentino choque fiscal. Ambos os lados estão em discordância sobre o aumento de impostos para os mais ricos.
Obama insistiu em sua campanha de reeleição que os ricos deveriam pagar mais como parte de um acordo fiscal, e disse que sua vitória nas urnas é um apoio a essa visão.
8 de novembro de 2012
Ações da Apple caem 20% em 5 meses.
s ações da empresa mais valiosa do mundo vem caindo consideravelmente nos últimos 5 meses. Desde setembro, quando a Apple registrou valor recorde, elas já caíram 20%.
Ainda ontem, o valor da ação chegou a ser negociado por 556 dólares, operando em baixa de quase 4% no dia. Embora o acumulado de 2012 ainda registre valorização de 38% nas ações, nos últimos meses a gigante de Cupertino vem enfrentando uma concorrência mais acirrada do que nunca.
Com a Microsoft lançando seu novo ecossistema com o Windows 8 e Windows Phone 8, Samsung batendo recorder de vendas de smartphones e Amazon e Google ameaçando a soberania no mercado de tablets, o mercado enfrenta a incerteza de que a Apple pode continuar inovando e se mantendo na liderança.
Essa incerteza aumentou ainda mais depois de Tim Cook demitir o chefe de software móvel Scott Forstall, um dos protegidos de Steve Jobs.
É claro que a Apple continuará vendendo muitos smartphones e tablets ainda por um bom tempo, mas a concorrência está se movimentando, e eles precisam provar que são capazes de se manter no topo.
de Tudocelular.com Redação.
Comissão do Senado aprova alíquota única de 4% do ICMS na importação.
Abreu na reunião da Comissão de Assuntos
Econômicos do Senado (Foto: Geraldo Magela /
Agência Senado).
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (17), por 20 votos a favor e 6 contra, a proposta de resolução 72/11, que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada sobre produtos importados em operações interestaduais.
Os senadores também aprovaram um requerimento de urgência para votação da proposta no plenário do Senado, o que deve ocorrer nesta quarta (18), segundo o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Se aprovada no plenário do Senado, a proposta seguirá para votação na Câmara. Segundo a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a nova regra passaria a vigorar a partir de janeiro de 2013.
O objetivo da proposta é acabar com a chamada "guerra dos portos" nas operações interestaduais com produtos importados. Atualmente, cada estado fixa a própria alíquota. Alguns reduzem a alíquota do ICMS para atrair para seus portos maior volume de produtos importados.
A alíquota única de 4% foi apresentada à Comissão de Assuntos Econômicos na semana passada, por meio de um substitutivo do relator da proposta e líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Antes, a proposta já havia passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
No começo da sessão da CAE desta terça, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), de um dos estados contrários à unificação da alíquota, apresentou requerimento pedindo que a proposta voltasse para análise da CCJ.
O senador argumentou que o substitutivo apresentado por Braga, com alíquota de 4%, era diferente do projeto analisado pela CCJ, e que teve a constitucionalidade aprovada. Pela proposta original, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a alíquota era 0%. Mas o requerimento de Ferraço foi derrubado na comissão por 18 votos a 7.
Durante a discussão da proposta na comissão, houve momentos de tensão. O presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), chegou a determinar a retirada do público que acompanhava a sessão. "Estamos aqui passando do limite. Já encarei situações mais difíceis, e nunca vi essa má educação", disse Delcídio.
Autor da proposta inicial, que previa 0% de alíquota, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu a votação da proposta. Segundo ele, o projeto "evoluiu" quando teve um aumento de 0% para 4% na alíquota. "Estamos aqui discutindo igualdade de importações. Por isso é importante votar esta matéria", afirmou.
Ao final da discussão, um grupo de senadores apresentou outro requerimento pedindo o adiamento da votação para o próximo dia 8. O requerimento foi rejeitado. Os parlamentares queriam mais tempo para negociar com o governo o prazo para a implementação da proposta. “Precisamos ter mais tempo para votar este assunto com consciência”, reclamou o senador Agripino Maia (DEM-RN).
Caixa capta US$ 1,5 bilhão em 1ª operação no mercado internacional.
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira (7) que captou
US$ 1,5 bilhão no exterior com papéis de cinco e dez anos, em sua
primeira operação no mercado internacional de capitais.
De acordo com o banco, a demanda dos investidores pelos títulos de dívida ultrapassou US$ 9 bilhões.
A emissão foi precificada a um spread (retorno) acima da taxa livre de risco americana (treasuries), diz a Caixa.
“São 175 pontos-básicos, com prazo de cinco anos e vencimento em 2017, no valor de US$ 1 bilhão, e 180 pontos-básicos, com prazo de 10 anos e vencimento em 2022, no valor de US$ 500 milhões, representando um retorno para o investidor de 2,495% ao ano e de 3,554% ao ano, respectivamente”, diz o banco.
De acordo com o banco, a demanda dos investidores pelos títulos de dívida ultrapassou US$ 9 bilhões.
A emissão foi precificada a um spread (retorno) acima da taxa livre de risco americana (treasuries), diz a Caixa.
“São 175 pontos-básicos, com prazo de cinco anos e vencimento em 2017, no valor de US$ 1 bilhão, e 180 pontos-básicos, com prazo de 10 anos e vencimento em 2022, no valor de US$ 500 milhões, representando um retorno para o investidor de 2,495% ao ano e de 3,554% ao ano, respectivamente”, diz o banco.
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