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7 de dezembro de 2012

Sêmen pode provocar alergia ao homem.

Cientistas holandeses da Universidade de Utrecht, na Holanda, descobriram que o sêmen pode provocar alergia a alguns homens. Os sintomas normalmente aparecem após a relação sexual e persistem até por uma semana. Cansaço, febre, nariz vermelho e dores nos olhos são alguns dos sintomas provocados pela alergia ao sêmen. Eles estão associados a um problema chamado de doença pós-orgástica ou hipersensibilidade seminal humana do plasma. A alergia é causada por uma resposta do sistema imunitário à presença do esperma, tendo por resultado a produção de anticorpos do esperma. Esses anticorpos trabalham para matar ou incapacitar o esperma, impedindo a sua mobilidade. Os cientistas holandeses acreditam que a principal responsável pela alergia ao sêmen é uma reação a determinadas proteínas que são encontradas nele. O tratamento é feito com a terapia da hipossensibilização, conhecida como imunoterapia, feita com injeções do próprio sêmen. Os resultados comprovaram que em até três anos os pacientes tiveram uma redução dos sintomas da síndrome.

Prática de atividades físicas reduz o risco de câncer.

Bastam apenas poucas horas por semana duas e meia- de atividade aeróbica para ter reduzida as chances do risco de câncer. A constatação é da Organização Mundial da Saúde. A atividade regular pode ajudar a reduzir o risco de tumores de mama, pulmão e intestino. Segundo a OMS, 31% da população do mundo não praticam atividade física e o sedentarismo está associado a 3,2 milhões de mortes anuais, sendo 2,6 milhões em países pobres e em desenvolvimento. O câncer de mama matou em 2008 460 mil mulheres. O que os especialistas orientam é que se pratique atividade aeróbica pelo menos por 150 minutos por semana. Os exercícios aeróbicos aumentam o consumo de oxigênio e a frequência cardíaca e exigem movimentos de quase todos os músculos do corpo. Além disso, exercícios como corrida, caminhada, natação e ciclismo melhoram a qualidade do sono, o humor e evita a depressão e o estresse.

Amêndoas diminuem o risco de doença cardíaca.

Um estudo divulgado no Journal of the American College of Nutrition constatou que a amêndoa é excelente para a saúde do coração. Ingerir uma porção de amêndoas diária diminui os níveis do colesterol ruim, o LDL, e ajuda a reduzir o risco de doença cardíaca. As propriedades contidas na amêndoa também protegem o corpo contra o diabetes tipo 2. Ao terem a fruta incluída em seu cardápio, voluntários com nível de glicose maior do que o normal tiveram um aumento da sensibilidade à insulina. O que significa que essas pessoas absorveram melhor o açúcar no corpo. A insulina é o hormônio responsável pela quebra de açúcares no sangue. Os diabéticos têm deficiência desse hormônio. O estudo apontou que uma vez ingerida com a pele, a amêndoa oferecer uma maior proteção do que quando esses nutrientes são consumidos separadamente. A amêndoa também contém compostos antioxidantes que proporcionam efeitos positivos à saúde.

6 de dezembro de 2012

Frutas e verduras reduzem risco de câncer de pulmão em fumantes.

Comer frutas e verduras variadas pode reduzir os riscos de contrair alguns tipos de câncer de pulmão em fumantes, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (30) nos Estados Unidos.
"Apesar de parar de fumar ser a atitude preventiva mais importante para se reduzir os riscos de contrair câncer de pulmão, consumir uma mistura de vários tipos de frutas e vegetais também pode diminuir o risco, independentemente da quantidade, especialmente entre os fumantes", disse H. Bas Bueno-de-Mesquita, do Instituto de Saúde Pública da Holanda.
O estudo, publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, da associação americana de pesquisas sobre o câncer, foi realizado com 1.600 pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão.
Os cientistas informaram que a variedade de frutas e vegetais parece ser mais importante do que a quantidade. Eles estudaram 14 frutas de consumo comum e 26 vegetais frescos, enlatados ou desidratados.
"As frutas e as verduras contêm compostos bioativos muito diversos e é sensato assumir que é importante não apenas consumir as quantidades recomendadas, mas também uma variedade rica destes compostos bioativos", disse Bueno-de-Mesquita. De acordo com a pesquisa, o risco de desenvolver células cancerosas caiu substancialmente quando ingerida uma grande variedade de frutas e vegetais.
Enquanto pesquisas prévias revelaram a importância de se ingerir frutas e verduras em quantidade para reduzir os riscos de desenvolver câncer, Stephen Hecht - integrante do conselho editorial da Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention - disse que este é um dos primeiros trabalhos a avaliar a diversidade, mais que a quantidade, deste consumo.
"Os resultados são muito interessantes e indicam um efeito de proteção para os fumantes", acrescentou.
"Ainda há mais de um bilhão de fumantes no mundo e muitos são dependentes de nicotina e não conseguem abandonar o vício apesar de seus esforços", disse Hecht, que é membro facultativo da Universidade de Minnesota.
Hecht explicou que a fumaça do cigarro contém uma mistura complexa de substâncias que causam câncer, razão pela qual se faz necessário uma combinação de agentes protetores com efeitos benéficos para reduzir os riscos de se contrair câncer de pulmão.
"No entanto, o público deveria ser consciente e ser lembrado de que a única forma comprovada de reduzir os riscos de câncer de pulmão é evitar o tabaco em todas as suas formas", afirmou.

Cores dos vegetais são arma da dieta anticâncer.

Nunca é tarde para incorporar frutas e vegetais à dieta , aconselham os especialistas. Um exemplo: pesquisas recentes sugerem que a ingestão de uma maçã por dia pode realmente manter uma pessoa longe do consultório médico, ajudando a evitar cânceres de garganta, boca , pulmão e possivelmente mama , observa Stacy Kennedy, nutricionista sênior do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston (EUA). Isso porque as maçãs contêm um nutriente chamado quercetina, que protege o DNA da célula de danos que podem levar ao câncer .
“A chave é comê-la crua e com a casca, onde estão concentrados muitos dos nutrientes responsáveis pelo benefício à saúde”, explica Stacy.
As frutas vermelhas, outras queridinhas da dieta saudável, têm um preço um pouco mais salgado, mas podem ser estocado em sacos e congelado para uso durante todo o ano. Elas são ricas em antioxidantes e odestaque vai para o cranberrie: evidências indicam que o ácido benzóico encontrado nesses frutos pode inibir o câncer de pulmão e de cólon , e algumas formas de leucemia .
Conheça os alimentos ricos em antioxidantes
Entre os vegetais coloridos, Stacy sugere porções generosas de beterraba, cenoura e nabo frescos.
“Quanto mais brilhante e mais rico o pigmento, maior é o nível de nutrientes que atuam contra o câncer”, diz a nutricionista.
Vegetais folhosos e verde-escuros como couve, brócolis, repolho e couve de Bruxelas também são importantíssimos, ressalta a especialista. Pessoas que comem boas quantidades desses vegetais têm menores taxas de câncer de próstata, pulmão e estômago .
“Couve é uma excelente opção, pois é rica é rica em fitonutrientes que estimulam a desintoxicação do fígado e ajudam o corpo a combater o câncer”.
Os alaranjados, como cenoura e abóbora são ricos em nutrientes conhecidos como carotenoides, cujo consumo na dieta vem sendo ligado à prevenção de câncer de cólon, próstata , mama e pulmão, explica Stacy Kennedy.
A cor é a chave para encontrar alimentos que combatem o câncer, em qualquer época, acrescenta Stacy.
“Uma dieta baseada em vegetais é a melhor maneira de ajudar a diminuir o risco de câncer de todo o ano”, recomenda a nutricionista.

Refrigerantes: Um Problema para os Dentes.


Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.
Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado — o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.
Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.
Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14 porcento do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais1. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.
Está-se Bebendo Cada Vez Mais
O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos.
Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia.2
Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.
Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.
Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.
O Que Fazer
Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:
- Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.
- Enxágüe a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.
- Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor, como o Colgate Total® 12. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.
- Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução.Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.

27 de novembro de 2012

SUS atende 2,5 vezes mais casos de violência contra mulher do que contra homem.

27 de novembro de 2012 (Bibliomed). Em 2011, 5.496 mulheres foram internadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) vítimas de agressões físicas. Além dessas, outras 37,8 mil, com idades entre 20 e 59 anos, precisaram de atendimento ambulatorial por causa da violência. Esses números são quase 2,5 vezes maiores do que os casos registrados entre os homens da mesma faixa etária. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
Com a finalidade de incentivar o fim das agressões, que geram um gasto de R$ 5,3 milhões somente com internações aos cofres públicos, foi lançado em outubro, dentro da segunda edição da campanha Mulheres e Direitos no Brasil - parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), a União Europeia, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), e a ONU Mulheres, o eixo Violência e HIV.
O objetivo do eixo é conscientizar a população brasileira sobre redução da violência contra a mulher, promoção da equidade de gênero e da saúde feminina. Pedro Chequer, coordenador da Unaids no Brasil, explica que a violência contra a mulher pode aumentar a vulnerabilidade de contrair HIV.
Jacira Vieira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, organização não governamental que atua em projetos de defesa dos direitos da mulher, ressalta que apesar da Lei Maria da Penha ser uma referência nacional e conhecida pela maioria da população, a violência contra a mulher ainda é um grave problema social. Segundo ela, para enfrentar a questão é preciso fortalecimento das políticas públicas e incremento orçamentário.
Dados do Mapa da Violência 2012, estudo feito pelo sociólogo Julio Jacobo, revelam que, de 1980 a 2010, foram assassinadas no país quase 91 mil mulheres, das quais 43,5 mil somente na última década. De 1996 a 2010 as taxas ficaram estabilizadas em torno de 4,5 homicídios para cada 100 mil mulheres.
Fonte: Agência de Notícias da Aids, 25 de novembro de 2012

Murray, pioneiro do transplante de órgãos, morre aos 93 anos.

O médico Joseph Murray, que ganhou o prêmio Nobel por realizar o primeiro transplante de órgãos bem-sucedido, morreu na noite de segunda-feira aos 93 anos, informou o jornal Boston Globe.
Depois de sofrer um derrame cerebral na quinta-feira, Murray faleceu no Brigham and Women's Hospital de Boston, onde havia realizado o histórico transplante de rim no dia 23 de dezembro de 1954, indicou o jornal.
O Hospital não confirmou o falecimento imediatamente.
Nascido no dia 1º de abril em Milford, Massachusetts, Murray manifestou seu interesse na incipiente ciência dos transplantes nos três anos em que permaneceu na ala de cirurgia de um hospital do exército na Pensilvânia, durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1954, realizou a histórica operação ao transplantar um rim de Ronald Herrick para seu irmão gêmeo Richard, estendendo sua vida por oito anos.
Nos anos 1960, Murray ajudou a desenvolver o remédio Imuran, que afetava o sistema imunológico de forma a permitir que os pacientes tolerassem os transplantes de doadores não relacionados.
Ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1990, junto com E. Donnall Thomas, pioneiro em transplantes de medula óssea.
Murray depois se focou na cirurgia plástica, especificamente na reparação de defeitos faciais em crianças. Liderou o departamento de cirurgia plástica do hospital Brigham por quase quatro décadas e esta divisão do Children's Hospital Medical Center de 1972 a 1985, de acordo com o jornal.
"Minha vida como cientista-cirurgião, combinando a humanidade e a ciência, foi fantasticamente gratificante", escreveu Murray na autobiografia do Nobel.
Murray deixa esposa, três filhos, três filhas e 18 netos, indica o jornal.

Hidroterapia ajuda pacientes na recuperação de cirurgia no quadril.


Hidroterapia cirurgia no quadril eu atleta (Foto: Divulgação)Hidroterapia ajuda pacientes em recuperação
de cirurgia no quadril
Artroplastia é a substituição de uma articulação por uma prótese de metal (titânio,cerâmica etc) motivada por etapa final de um processo de artrose. Abordaremos aqui a artroplastia do quadril – cabeça do fêmur de cerâmica, haste no corpo do fêmur e parte interna do acetábulo em titânio. Quando a articulação fica desgastada, ocorrendo atrito de osso com osso, não existe mais cartilagem para amortecer o impacto e a dor torna-se intensa - é hora de se pensar em trocar a articulação.
Nosso ídolo Pelé relatou uma pontada muito forte no quadril direito, durante uma partida de futebol em 1962, e saiu carregado na maca. Foi operado com 72 anos, cinquenta anos depois deste episodio. Foi um alerta naquela época, mas como ele sempre teve a musculatura forte para proteger a articulação do quadril e parou de jogar numa idade adequada, conseguiu postergar a cirurgia por muito tempo.
As próteses, hoje em dia, duram muito tempo, de 25 a 30 anos, mas é necessário cuidar bem delas evitando impacto como corridas, saltos e atividades de grande impacto. Todas as demais atividades são permitidas. Corridas e saltos são possíveis de serem realizados imersas na água até a altura das axilas, aproximadamente, ou superior (“deep water”), ou seja, contando com o auxílio do efeito de flutuação, que quase anula o da força da gravidade.
'Devagar e sempre' é a dica de médico para atletas evitarem lesão no quadril
A recuperação pós-cirurgia é realizada inicialmente no solo, em casa, com o fisioterapeuta, após um mês. A reabilitação na água geralmente pode ser iniciada a partir de meados ou final do segundo mês, dependendo da recuperação cirúrgica e outras condições do paciente.
As propriedades físicas da água proporcionam um imenso potencial para a recuperação: a flutuação facilita a mobilidade e os movimentos fluem com menos dor. A pressão hidrostática ajuda na diminuição do edema. Desta maneira, pode-se trabalhar com pouca ação da gravidade, pouco peso sobre as articulações, aumentando gradativamente a carga. Após dois a três meses pode-se começar a nadar como exercício aeróbico mais intenso e ao mesmo tempo caminhar já sem muletas, aumentando o ritmo progressivamente.Recuperação rápida
A artroplastia do quadril é uma cirurgia invasiva, de grande porte, dolorosa, mas de recuperação fácil e relativamente rápida. A hora de operar vai depender do grau da dor, do desconforto, do uso abusivo de anti-inflamatórios, da limitação de movimentos e consequentemente das restrições da sua vida diária, esportiva, social e laboral. Como a vida útil da prótese aumentou, hoje em dia muitos operam com 50, 60 e mais anos de idade. Às vezes, numa idade mais precoce, dependendo da ocorrência de doenças paralelas: má circulação, hereditariedade, uso excessivo da articulação, doenças auto imunes que levam à necrose ou à artrose precoce.
O fortalecimento muscular para proteger as articulações e o alongamento muscular para manter a mobilidade articular são importantes. Deve-se alternar esportes de grande impacto, como corrida, futebol, vôlei, basquete, com atividades na água como corrida, natação, hidroginástica, que permitem uma gama de movimentos do corpo com menor carga e consequentemente menos impacto. À medida que a idade avança, devemos incluir atividades aquáticas no cardápio de exercícios físicos.

26 de novembro de 2012

Vilão do câncer de pulmão, fumo pode matar 10 milhões em 2020.

Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima, o tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo, que consomem em média mais de 15 bilhões de cigarros diariamente. Neste 16 de novembro comemora-se o Dia contra o Tabaco e, mais uma vez, autoridades e entidades concentram seus esforços em campanhas de combate ao fumo e conscientização.

A lei antifumo, que proíbe o fumo em locais fechados, é apoiada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e representa a última novidade no combate em massa ao cigarro. A lei provocou, dois anos após a ser sancionada, uma diminuição de 73% dos níveis de monóxido de carbono, segundo estudo do Instituto do Coração (Incor).  Acredita-se que esta medida deva reduzir drasticamente o número de fumantes e, consequentemente, o número de doenças causadas por este vício, além de contribuir para uma maior conscientização da população sobre os males do tabaco.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente cinco milhões de pessoas morrem vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo e a estimativa é que esse número dobre em 2020, causando 10 milhões de mortes. Para Selmo Minucelli, oncologista do Frischmann Aisengar, o cigarro chega a matar hoje, nos países em desenvolvimento, mais que a soma de outras causas evitáveis de morte, tais como a cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS.

A causa mais comum de morte por câncer nos Estados Unidos e no mundo é o câncer de pulmão. No Brasil, o câncer de pulmão também é a primeira causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres e o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, segundo especialistas, é o consumo de tabaco.

Estudos apontam como outros fatores de risco para o câncer de pulmão exposição ao asbesto, fumo passivo (conviver com fumantes), gás radioativo radônio, poluição do ar, assim como infecções pulmonares de repetição, predisposição genética, dentre outros.

O câncer de pulmão já instalado apresenta uma série de sintomas, mas o principal problema é que muitos deles só aparecem quando a doença já está numa fase avançada. Sintomas como tosse persistente ou de intensidade crescente, dor no peito constante, escarro com sangue, perda de fôlego, chiado ou rouquidão, pneumonia ou bronquite recorrente, inchaço em face e pescoço, perda do apetite ou perda de peso e cansaço costumam indicar a doença.

Autoridades de saúde em todo mundo frisam que o combate ao tabagismo seria a estratégia primordial para a prevenção do câncer de pulmão. As principais ações seriam impedir que pessoas iniciem o vício e ajudar os fumantes a abandonar o tabagismo.

A lista de doenças provocadas pelo cigarro é grande: além do câncer que afeta o pulmão, vários outros tipos como o que compromete rim, laringe, cabeça, pescoço, bexiga, esôfago, pâncreas e estômago são os mais observados pelos médicos. Além de leucemia, problemas congênitos, impotência e uma série de outras doenças.

Avanços recentes no Brasil:

Uma breve pesquisa no site do Ministério da Saúde e do portal Lei Antifumo do estado de São Paulo mostra que:

  • Entre 2005 e 2010, foram investidos R$86,2 milhões no tratamento de fumantes; 
  • De 2006 a 2010, a proporção de fumantes acima dos 18 anos caiu de 16,2% para 15,1%;
  • Em 2010, 30% dos atendidos pelo SUS tinham entre 20 e 29 anos, e 42% tinham o ensino médio completo. Ainda, 78% das pessoas que buscaram atendimento conheceram a Ouvidoria do SUS por meio dos maços de cigarro; 
  • Nos últimos cinco anos, a queda mais consistente foi no sexo masculino, de 20,2% para 11,7%, enquanto entre as mulheres o índice se manteve estável em 12,7%.

Descubra os efeitos de cada posição para dormir .

Você acorda com a sensação de cansaço e o corpo dolorido? Descobrir qual a melhor posição para dormir pode aliviar esse desconforto no pescoço e nas costas. Mesmo quem não reclama de dores durante o dia por ter dormido mal na noite anterior, pode acabar sobrecarregando essas duas partes do corpo durante o sono por adotar uma má posição na hora de cair no sono.

Cada vez mais pessoas tornam-se mais atentas em relação à postura da coluna durante o dia, mas nem todas as pessoas as pessoas cuidam da saúde da coluna durante o sono. Veja os principais detalhes para não sofrer quando acordar:

Melhor posição
Deitar de barriga para cima com os braços esticados e perpendiculares às pernas também esticadas é uma das melhores posições para a coluna. Use um travesseiro baixo, porque muitos travesseiros ou um muito alto podem comprometer o alinhamento do pescoço, não importa qual seja a posição na cama, gerando dores no pescoço, ombros e costas, assim como dores de cabeça e até enxaqueca.

Boa opção
Deitar de lado com o braço de cima deixado ao lado do corpo ou para trás, para abrir os ombros é uma boa escolha para o sono. Evite aconchegar os braços no peito, porque isso força a espinha a se curvar.

Pior escolha
Deitar de barriga para baixo com o pescoço virado para um dos lados é terrível para a coluna. Quem tem por hábito dormir desse jeito costuma sofrer com dores no pescoço e costas e precisa treinar o corpo a adormecer em outra posição.

Considerações gerais sobre a posição para dormir
Uma posição para dormir vai depender do tipo de colchão e travesseiro que a pessoa dorme, pois o colchão deve ser na medida ideal para cada peso assim como o travesseiro também deve ser adequado a cada pessoa. Uma pessoa que dorme de lado deve optar por um travesseiro que deixe o seu pescoço reto acompanhando a coluna vertebral para que não fique forçando e se a pessoa costuma dormir de barriga para baixo ela então deve dormir sem travesseiro. 

Muitas pessoas já são viciadas em medicamentos para dormir e desconhecem o mal que estão fazendo para o próprio organismo. Se uma pessoa não dorme direito, o seu organismo está em desequilíbrio, então está na hora de fazer algo para corrigir. Além de estar atento ao posicionamento durante o sono, a prática de esportes pode contribuir, além de oferecer muitos benefícios para a saúde, se for realizada de maneira correta. Os adultos e idosos são os que mais sofrem com a insônia e para corrigir esse tipo de problema a melhor opção é praticar algum tipo de esporte que faça o organismo queimar calorias e eliminar toxinas para que a noite quando tiver que dormir o corpo esteja cansado e o sono apareça naturalmente.

23 de novembro de 2012

Associação britânica lista as cinco piores dietas 'da moda'.

Com a aproximação das festas de fim de ano e do verão, cresce a tentação em sucumbir a dietas radicais para perder peso.
Mas muitas das dietas 'da moda', ainda que endossadas e praticadas por celebridades, são pouco recomendadas por especialistas.
A Associação Dietética Britânica (BDA, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira a lista (compilada anualmente) das cinco que considera as dietas mais 'suspeitas', a serem evitadas pelas pessoas:
5) A dieta do livro 6 Weeks to OMG
O título do livro de Venice A Fulton pode ser traduzido como 'Seis semanas para que você diga 'Oh meu Deus''. O adendo promete: 'Fique mais magro que todos os seus amigos'.
A dieta, explica a BDA, sugere exercícios físicos cedo pela manhã (depois de uma dose de café preto), seguidos de um banho frio para estimular o corpo a queimar gordura acumulada. Café da manhã, só mais tarde, às 10h.
O autor argumenta que 'algumas frutas bloqueiam a perda de gordura', rejeita pequenas refeições ao longo do dia e defende as proteínas.
Mas a BDA diz que ninguém terá 'o tempo e a energia de seguir essa dieta' e critica o livro por 'selecionar pesquisas em vez de (oferecer) uma visão equilibrada de como a rotina de muitas pessoas não consegue acomodar' os mandamentos do autor. Também defende a inclusão de um 'café da manhã' saudável e se opõe ao caráter 'competitivo' da dieta, alegando que ele estimula o 'comportamento extremo'.
4) Dieta da 'Alcorexia'
É apontada como uma dieta comumente praticada por top models e celebridades, por consistir em ingerir pouquíssimas calorias durante o dia para 'guardar' espaço para ingerir grandes quantidades de álcool.
A dieta é chamada de 'loucura' pela BDA, por não fornecer as quantidades adequadas de calorias, vitaminas e nutrientes necessários para 'sobreviver e funcionar'.
'Você se sentirá cansado, fraco, sem energia e facilmente irritável', adverte a associação. 'Evitar comida para dar lugar ao álcool é absolutamente estúpido e pode facilmente resultar em coma alcoólico ou mesmo em morte.'
3) Dieta intravenosa, ou 'Party Girl IV Drip'
Bolsas de soro são usadas em hospitais para alimentar e medicar pacientes em hospitais. Mas esse método é usado em uma dieta em que paga-se caro para receber, de forma intravenosa, uma solução que costuma incluir vitaminas, magnésio e cálcio.
Mas, argumenta a BDA, 'há poucas provas de que isso funciona'. Além disso, os efeitos colaterais podem incluir tontura, infecções, inflamação de veias e, em último caso, choque anafilático.
Se é para ingerir nutrientes, a organização sugere que isso ocorra pela via 'tradicional': pela ingestão de alimentos e bebidas saudáveis.
2) Dieta Congênita de Nutrição Enteral (KEN)
Também apontada como uma 'dieta de celebridades', a dieta KEN consiste em não comer nada.
'Em vez disso, durante dez dias de um ciclo, uma fórmula líquida é liberada diretamente no estômago, por meio de um tubo de plástico que chega até o nariz do paciente', explica a associação.
A BDA diz, porém, que tubos naso-gástricos foram na verdade criados para pessoas com doenças crônicas e critica seu uso para emagrecimento. E ressalta um efeito colateral sério: os seguidores dessa dieta provavelmente terão que tomar laxativos, já que não vão estão ingerindo fibras.
1) Dieta Dukan
A dieta é baseada no consumo de proteínas e divide-se em quatro fases - a primeira prometendo 'resultados imediatos' e as seguintes reforçando e consolidando a perda de peso.
Mas, segundo a BDA, 'há pouca ciência por trás' da dieta. 'Ela funciona com a restrição de alimentos, calorias e controle de porções. Cortar grupos alimentares não é aconselhável. A dieta é tão confusa, rígida e consome tanto tempo que, em nossa opinião, é muito difícil de ser sustentada'.
A associação agrega que o próprio autor da dieta, Pierre Dukan, 'adverte sobre problemas colaterais como falta de energia, constipação e mau hálito'.

Cientistas revelam detalhes inéditos sobre o vírus da gripe.

Replicação do vírus influenza, separando os diferentes tipos de proteínas por cores (Foto: Wilson, Carragher and Potter labs/Divulgação)Replicação do vírus influenza, separando os
diferentes tipos de proteínas por cores.
Cientistas publicaram nesta quinta-feira (22) detalhes da estrutura do vírus da gripe que nunca tinham sido revelados antes. O avanço é resultado de duas pesquisas independentes – uma do Instituto The Scripps, em La Jolla, nos Estados Unidos, e outra do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha – publicadas pela revista “Science”.
Os estudos mostraram a estrutura tridimensional das “embalagens” moleculares que carregam o material genético dos vírus. A análise revelou que tipo de proteínas compõem essa estrutura, e de que forma elas agem na replicação do influenza, como é chamado o vírus da gripe.
A compreensão de como o vírus se multiplica é um grande desafio para as pesquisas na medicina. As proteínas do influenza não interagem com as células de laboratório da mesma maneira como fazem com o hospedeiro, e por isso era impossível observar sua replicação. Nos atuais estudos, os dois grupos foram capazes de superar esse obstáculo.
O conhecimento mais profundo do processo será capaz de indicar alguns pontos vulneráveis do vírus, e isso certamente será útil no desenvolvimento de novos medicamentos contra a doença.
O vírus da gripe é considerado uma grande ameaça à saúde pública, por isso é importante conhecê-lo bem. A preocupação não é só com a gripe comum – também chamada de gripe sazonal –, mas também com suas variações, que podem produzir uma nova doença mortal.
Recentemente, pesquisadores causaram polêmica quando produziram uma mutação do vírus da gripe aviária que seria transmitida entre mamíferos. A possibilidade foi vista como um risco por especialistas em biossegurança, que viram na linha de pesquisa um potencial de uso por terroristas.

22 de novembro de 2012

Crescimento da Aids entre os jovens preocupa ministro da Saúde.

O crescimento dos casos de Aids entre os jovens, especificamente entre os homossexuais, é uma das “grandes preocupações” do Ministério da Saúde, afirmou nesta terça-feira (20) o ministro Alexandre Padilha. A informação foi divulgada durante apresentação, que apontou ainda o novo número de pessoas infectadas pelo vírus HIV no país.
Segundo levantamento da pasta, com informações do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), o Brasil tem atualmente entre 490 mil e 530 mil soropositivos. Dado anterior, de 2010, utilizado pelo governo até então apontava que o país abrigava 630 mil infectados.

Para o ministério, a queda é decorrente de trabalhos de prevenção. No entanto, mudanças na metodologia de pesquisa -- que passou a abranger mais cidades brasileiras -- causaram a redução do índice.
Os novos dados revelaram ainda um aumento na contaminação de jovens homossexuais, com idade entre 15 e 24 anos. Em 2002, homossexuais com essa faixa etária eram pouco menos de 40% dos casos. Novos dados apresentados apontam que essa mesma camada da população já ultrapassou os 50% dos casos. "Essa geração não acompanhou o início da luta contra a Aids e nem perdeu ídolos por causa da doença, por isso a importância da sensibilização", argumentou Padilha.
'Fique Sabendo'
Por isso, os jovens são um público-alvo importante do programa “Fique Sabendo”, que vai oferecer testes rápidos para detectar HIV, hepatite e sífilis. A meta do Ministério da Saúde é examinar 500 mil pessoas no período.
Para atingir esse público específico, o Ministério pretende levar a campanha de mobilização para locais frequentados por jovens – com atenção especial para os homossexuais –, como boates e bares. Além disso, a campanha será feita nas redes sociais, assim como no rádio e na televisão.
Entre 2005 e 2011, o número de exames rápidos feitos no país aumentou de 528 mil para 2,3 milhões, pelo programa "Fique Sabendo". Só este ano, de janeiro a setembro, foram distribuídas 2,1 milhões de unidades, e a expectativa do governo é encerrar 2012 com uma remessa de 2,9 milhões de testes só para detectar o vírus da Aids.
Cerca de 38 mil casos são diagnosticados anualmente no país. Quanto antes é descoberto o vírus, mais eficaz é o tratamento. Segundo o Ministério, cerca de 70% das pessoas que tomam o coquetel antirretroviral apresentam cargas virais indetectáveis.
A nova campanha começa na próxima quinta-feira (22) e vai até 1º de dezembro, o Dia Mundial da Luta contra a Aids.
Por região
A região com a maior concentração de casos da doença no país é o Sudeste, com 43,8% do total. Porém, na taxa de incidência por habitante, a doença aparece mais nos estados do Sul – o Rio Grande do Sul lidera a lista, com 40,2 casos para 100 mil habitantes, seguido pela Santa Catarina, com 36,4. O vírus é mais comum nas cidades maiores – acima de 500 mil habitantes –, e tem seus menores índices nos municípios com menos de 50 mil pessoas.
Porém, os números desses locais estão razoavelmente estáveis, e o que mais chama a atenção do Ministério nos novos dados é o aumento na quantidade de infectados nas regiões Norte e Nordeste. "Precisamos aumentar a capacidade de testagem e melhorar a qualidade dos serviços de tratamentos nessas regiões o quanto antes," destacou Padilha.
Ainda segundo o governo, das 530 mil pessoas que estão com o vírus HIV no país, 217 mil estão em tratamento e 130 mil ainda não sabem que estão contaminadas, segundo o ministério. "Nossa meta com a campanha é fazer com que pessoas que façam parte desses 130 mil, tomem conhecimento e comecem a se tratar," disse o ministro.
O levantamento aponta ainda que o número de mortes se mantém estável no Brasil, com uma média de 11,3 mil óbitos por ano ao longo dos últimos dez anos. A pasta atribui a estagnação dos números ao aumento do uso de preservativos, juntamente com o tratamento, à base de medicamentos antirretrovirais.
"Um diagnóstico precoce, juntamente com o tratamento, estão fazendo o número de mortes diminuir e a qualidade de vida dos pacientes aumentar", afirmou Pedro Chequer, coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids) no Brasil.
Desde 2008, o exame é produzido no Brasil, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

12 de novembro de 2012

Acidentes com animais peçonhentos crescem 157% nos últimos dez anos.

Acidentes com animais peçonhentos crescem 157% nos últimos dez anos
O Ministério da Saúde alerta que as notificações de acidentes com animais peçonhentos cresceram 157% na última década. Em 2011, foram mais de 139 mil ocorrências com 293 mortes.
Entre os meses de novembro e março, esse tipo de acidente aumenta tanto na zona rural como nas cidades. De acordo com o ministério, são inúmeras as causas, entre elas as chuvas que levam os animais a sair dos esconderijos e tocas, como escorpiões, aranhas e serpentes, e ainda coincide com o período reprodutivo de alguns deles. O desequilíbrio ecológico é outro motivo para o deslocamento dos animais para dentro das casas, em busca de local seco e comida.
Nesse período, o aumento de atividades nas lavouras acaba elevando o risco de contato e acidentes com cobras, por exemplo.
A Região Nordeste lidera os acidentes com escorpiões no país, superando 30 mil casos em 2011. O estado com o maior número foi a Bahia, com quase 10.500 casos. A Região Sul concentra os casos envolvendo aranhas - foram 18.052 registros no ano passado. O Paraná contabilizou 9.326 casos. As regiões Norte e Centro-Oeste têm o maior número de acidentes com serpentes: 9.329 e 3.326 casos, respectivamente.
Para evitar acidentes com escorpiões e aranhas, o ministério orienta que as pessoas devem usar calçados e luvas nas atividades no campo e de jardinagem; examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las; vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés; usar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; preservar predadores naturais como seriemas, corujas, sapos, lagartixas e galinhas; limpar terrenos baldios em uma faixa de pelo menos um a dois metros de proximidade ao muro ou cercas.
No caso de serpentes, a recomendação é não andar descalço na zona rural e nem em jardins; utilizar sempre sapados fechados com perneiras ou botas de cano longo, além de luvas de couro, e nunca colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Outro cuidado é controlar o número de roedores existentes na área para evitar a aproximação de serpentes venenosas que deles se alimentam. No amanhecer e no entardecer, evitar ficar próximo da vegetação rasteira ao chão, gramados ou até mesmo jardins, pois é quando as serpentes estão em maior atividade.
Para evitar acidentes com lagartas, o alerta é observar bem ambientes silvestres - troncos, folhas, gravetos - sempre que for executar alguma atividade, além do uso de luvas.
Abelhas e marimbondos são atraídos por sons, odores e cores, como barulhos de motores de aparelhos de jardinagem e de motores de popa. A recomendação é que, no campo, o trabalhador fique atento à presença de abelhas, principalmente no momento de arar a terra com tratores. As retiradas de colmeias devem ser feitas, preferencialmente à noite ou ao entardecer, momento em que os insetos estão calmos, com uso de roupa protetora, e principalmente por profissional competente.

Maioria de pacientes com pé diabético atendidos em hospitais do Rio acaba amputada.

Mais da metade das pessoas que procuram a emergência hospitalar no estado do Rio com problema de pé diabético acabam sofrendo amputação. A constatação está em um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - Regional Rio de Janeiro (SBCV-RJ), entre 6 de agosto e 14 de setembro deste ano, com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 30 hospitais do estado. Eles foram acompanhados durante todo o tempo de permanência no hospital. De acordo com o presidente da SBCV, Carlos Eduardo Virgini, o número de amputações é preocupante.
"O pé diabético é uma complicação muito grave, muito comum, em qualquer emergência hospitalar você encontra vários pacientes internados, e o que é mais grave é que eles acabam sendo amputados. Nós vimos, por exemplo, que de cada dez pacientes que se internam nas emergências, seis amputam, um índice altíssimo, é uma coisa muito grave, que precisa ser discutida na sociedade. A gente precisa procurar formas de amenizar essa questão", disse.
No período da pesquisa, foram 193 casos de pacientes diabéticos com lesão no pé. 59% eram homens, com mais de 62 anos de idade e mais de 11 anos de diabetes. De acordo com Virgini, o principal motivo que leva à amputação em diabéticos é a falta de cuidados preventivos.
"Tem a ver com o fato do paciente não ter conhecimento da doença, não cuidar bem da lesão, que pode começar com um arranhão que não é bem tratado. Mas, sem dúvida, a falta de acesso ao atendimento básico é uma questão essencial. Ou o paciente vai ao posto de saúde tratar da ferida ou ele vai no final da linha, chega na emergência com uma lesão muito avançada, com infecção, com infecção do osso, aí não tem muito o que fazer e acaba sendo amputado por causa disso. Falta o atendimento no meio do caminho, intermediário".
De acordo com o médico, para prevenir essas amputações é fundamental a educação sistemática do paciente, da família e das equipes de atenção básica, além de organizar o atendimento das equipes multidisciplinares e em nível secundário.
O assunto foi debatido em audiência pública hoje (8) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dentro das atividades da 8ª Semana Estadual de Saúde Vascular.
A médica endocrinologista Solange Travassos, integrante da União de Associações de Diabéticos do Estado do Rio de Janeiro (Uaderj), declarou que a diabetes foi a causa de 4,6 milhões de mortes no mundo em 2011. A cada cinco segundos uma pessoa fica diabética e uma morre a cada dez segundos por causa da doença.
De acordo com Solange, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 80% dos diabéticos vivem em países pobres e que 183 milhões de pessoas não sabem que têm a doença e, portanto, não se cuidam. Consequentemente, quando ocorre o diagnóstico, metade dos pacientes já desenvolveu complicações crônicas como alterações na retina, nos rins e o pé diabético, um problema vascular e neurológico que normalmente começa com a perda de sensibilidade nas extremidades do corpo.
Sobre as amputações, a endocrinologista disse que o problema é antigo e mundial, sendo a diabetes a maior causa de amputação não traumática em todo o mundo, por falta de prevenção.
"Quando você tem uma política de prevenção eficaz, quando o paciente é bem tratado, quando ele tem o pé examinado em toda consulta, quando ele tem acesso aos medicamentos que ele precisa para atingir a meta de tratamento, isso não acontece. Então é muito triste você ver uma pessoa perder algum dedo, um pé, uma perna, o que seja, sabendo que se fossem tomadas algumas medidas um pouco antes, isso poderia ter sido completamente evitado", ressaltou.
A gerente do programa de diabético da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudia Ramos, disse que, desde 2009, o governo passou a ter como foco melhorar a atenção primaria à saúde, o que demora um pouco a refletir nos números e estatísticas.
De acordo com ela, o Rio de Janeiro estava muito atrasado na área de atendimento, mas agora conta com 191 unidades de atenção primária, para acompanhar as doenças crônicas não transmissíveis diretamente nas comunidades. "Hoje nós temos mais de 70 clínicas da família e 800 equipes completas. A Rocinha, por exemplo, que era uma prioridade, está com 100% de cobertura", declarou.
Segundo a gerente, o Rio de Janeiro tem cerca de 300 mil diabéticos, que contam com atendimento específico pelas equipes da Saúde da Família. A insulina também está disponível em todos os pontos de atendimento da secretaria, com um médico capacitado para receitá-la ao paciente.

Teste de sangue mais preciso será obrigatório.

A partir do mês que vem, todas as bolsas de sangue doadas no País terão de passar pelo teste de ácido nucleico, conhecido como NAT. Mais sensível que outro teste usado no País, o Elisa, esse exame deve diminuir o risco de contaminação por HIV e hepatite em transfusões. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Estado, ele ainda apresenta falhas.
De acordo com o coordenador da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, 40% das bolsas de sangue doadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) já passam pelo NAT - agora, a porcentagem deve atingir 100%.
A adoção do NAT na rede pública se tornará obrigatória pela atualização da Portaria 1.353, que dispõe sobre a segurança dos hemoderivados. O anúncio de que a nova regra será publicada neste mês foi feito ontem no Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, no Rio.
Os serviços terão um prazo de 90 dias para se adaptar à norma e a obrigatoriedade vai se estender à saúde privada. O teste adotado pelo SUS, contudo, ainda necessita de adaptações. Esta é a avaliação das áreas técnicas dos hemocentros que já receberam o material e o submeteram a avaliações de controle de qualidade.
Genovez observa, contudo, que o NAT nacional, registrado pela Anvisa em dezembro de 2010, está em fase de desenvolvimento. "Os problemas encontrados no NAT hoje são totalmente solucionáveis. Tem soluções tecnológicas e ajustes, mas nenhum problema que invalide o teste", diz. Sobre a iminente distribuição do teste para todo o País, Genovez afirma que os ajustes serão feitos ao mesmo tempo em que o teste é distribuído. "Isso é tempo real, como trocar o pneu com o carro andando. Fazemos ajustes o tempo todo", completa.
O teste NAT adotado pelo SUS foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O uso da tecnologia nacional vai permitir uma economia anual de cerca de U$ 75 milhões: se a importação dos kits para exame ficaria em US $100 milhões por ano, os kits nacionais custarão US $ 25 milhões.
O problema, segundo o médico Carmino Antonio de Souza, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), é que grandes hemocentros do País têm concluído que o teste não reproduz os resultados a que se propõe. "Temos uma dificuldade de caráter técnico que precisa ser esclarecida e resolvida."
É o caso do Hemocentro de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP). Segundo o médico Dimas Tadeu Covas, diretor da unidade, o NAT nacional não passou em alguns testes internacionais de controle de qualidade, aos quais todo insumo usado no hemocentro deve ser submetido devido à acreditação pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB). "Não sabemos ainda o que determinou a performance abaixo do desejado. Mas o teste não é totalmente efetivo", diz Covas. O especialista ressalta que se trata de um teste ainda em desenvolvimento e que pesquisadores da Fiocruz, que foram comunicados sobre o problema, têm trabalhado para resolver as falhas.
Para o superintendente geral da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), José Augusto Barreto, houve uma precipitação por parte do ministério em incluir o teste na rotina. "Os problemas estão surgindo quando o teste já está sendo usado em larga escala. Essas preocupações deveriam ter aparecido antes", diz.
A área técnica da Colsan, que é responsável por cerca de 13 mil coletas por mês e faz parte da Hemorrede do Estado de São Paulo, concluiu que o teste tem algumas discrepâncias ao fazer comparações dos resultados do NAT nacional com o NAT de outras marcas.

AVC matou 62 mil jovens em dez anos .

Doença que mais mata no País e que costuma ser associada a pacientes idosos, o acidente vascular cerebral (AVC) também atinge jovens. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que 62.270 pessoas com menos de 45 anos morreram no País, entre os anos 2000 e 2010. Do início da década até setembro deste ano, 200 mil pacientes nessa faixa etária foram internados em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) - não entram na conta as internações na rede particular.
A questão não é preocupante apenas no Brasil. Estudo da Universidade de Cincinnati, publicado em outubro no periódico da Academia Americana de Neurologia, mostrou que, nos anos de 1993 e 1994, 13% das pessoas que sofreram derrame tinham menos de 55 anos. Em 2005, essa porcentagem alcançou 19%. O trabalho analisou pacientes da região metropolitana Cincinnati/Northern Kentucky.
"Essa é uma tendência mundial, que vem com o aumento dos chamados fatores de risco - obesidade, hipertensão, diabete e sedentarismo. Com tecnologia e melhores serviços, a mortalidade cai", afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Miranda Magalhães.
A tecnologia mais recente adotada pelo Ministério da Saúde é o medicamento alteplase, único aprovado para o tratamento de AVC isquêmico (quando não há hemorragia; tipo que responde a 80% dos derrames). O remédio passou a ser fornecido pelo SUS em abril. Se for ministrado até 4h30 depois dos primeiros sintomas, reduz as sequelas do derrame.
Em abril, o ministério também divulgou os critérios para a habilitação de hospitais que serão referência para o atendimento de pacientes com AVC - até agora, dois assinaram convênio com o governo: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o Hospital Geral de Emergência de Fortaleza.
"Queremos criar centros de referência regionais. Identificamos duzentos hospitais que têm potencial maior para esse tipo de atendimento", disse o secretário.
O AVC pode ser isquêmico, quando há entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. Ou hemorrágico, quando esses vasos se rompem. Em idosos, a causa principal é a aterosclerose, processo de inflamação que leva à obstrução das artérias por placas de gordura, explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia (Abneuro), Rubens José Gagliardi.
"Nos jovens, as causas são diferentes, como malformações cardíacas ou nas artérias, uso de drogas e de anorexígenos, como femproporex e anfepramona (anfetamínicos), remédios já proibidos", diz Gagliardi. Ele cita ainda o uso de anticoncepcionais associado ao tabagismo, além da gravidez.
Antonio Carlos Worms Till, fundador do Vita Check-Up Center, lembra que as malformações não são maiores hoje. "O que mudou foi o estilo de vida, com a epidemia de obesidade, mais estresse, mais crises hipertensivas", diz. Ele ressalta a importância de exames de rotina, como a dosagem de sangue, que permite controlar glicemia e colesterol.
"Sem essa ferramenta tão simples, o diagnóstico vem depois do AVC, quando a pessoa terá sequelas motoras, alteração de fala, perda de força. A recuperação para a vida social é extremamente cara sob vários aspectos - psicológico, emocional e financeiro", diz.