O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado nesta segunda-feira
(26) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou pelo segundo mês
consecutivo em novembro, ao passar de 121,7 para 120 pontos.
Apesar de se manter acima da média histórica, a queda de 1,4% fez com
que a média móvel trimestral do indicador voltasse à tendência negativa
observada entre maio e agosto deste ano.
A diminuição da confiança reflete avaliações menos favoráveis sobre o
momento atual e uma segunda diminuição consecutiva do grau de otimismo
em relação aos meses seguintes.
Entre outubro e novembro, o Índice da Situação Atual (ISA) variou
-0,7%, ao passar de 137,7 para 136,7 pontos, e o Índice de Expectativas
(IE) recuou 1,9 %, de 113,8 para 111,6 pontos, o menor nível desde
fevereiro deste ano, quando o indicador estava em 108,3 pontos.
A satisfação dos consumidores com relação ao estado geral da economia,
que vinha aumentando nos dois meses anteriores, voltou a cair entre
outubro e novembro: a proporção de consumidores avaliando a situação
atual como boa diminuiu de 24,9%, para 24,7%; no mesmo período, a dos
que a julgam ruim aumentou de 20,3% para 22,0%.
Em relação aos próximos meses, os consumidores também tornaram-se menos
otimistas. A parcela que projeta melhora da situação econômica geral
diminuiu de 34% para 32,6%; a dos que preveem piora aumentou de 11,7%
para 14,1%. Isoladamente, este foi o quesito que exerceu a maior
influência na queda do ICC em novembro.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV é feita com base numa
amostra com mais de dois mil domicílios em sete das principais capitais
brasileiras. A coleta de dados para a edição de novembro de 2012 foi
realizada entre os dias 31 de outubro e 22 de novembro.
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