SÃO PAULO, 1 Dez (Reuters) - O decorrer "caótico" do sorteio dos
grupos da Copa das Confederações, neste sábado, deixou constrangido o
secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, diante de autoridades incluindo
a presidente Dilma Rousseff.
O sorteio deveria ter sido simples: o Brasil,
país-sede, e a Espanha, atual campeã do mundo, seriam automaticamente
nomeados os cabeças-de-chave dos grupos A e B, e as outras seis seleções
restantes seriam distribuídas nas vagas remanescentes.
As únicas ressalvas eram que a Itália ficasse
separada da Espanha, dividindo as duas nações europeias em dois grupos, e
que o Uruguai ficasse no grupo oposto ao do Brasil, o que separaria as
duas seleções sul-americanas.
A Itália ficaria no Grupo A com o Brasil, enquanto o Uruguai ficaria com a Espanha no Grupo B.
Entretanto, quando o nome do Uruguai foi
sorteado, Alex Atala, um dos principais chefs brasileiros e que ajudava o
secretário-geral da Fifa no sorteio, colocou a mão no pote do Grupo A e
escolheu a posição A3.
Valcke colocou o Uruguai na posição B3, mas o Taiti foi depois sorteado com a mesma posição.
"Isso não bate, o Taiti deve estar na posição B3", disse Valcke ao perceber o erro.
O Taiti foi então colocado na posição B3 e o
Uruguai foi para a posição B2, o que coloca a seleção atual campeã da
Copa América contra a Espanha em sua partida de estreia.
"Foi um sorteio um tanto quanto caótico,
desculpas por isso", disse Valcke ao auditório lotado que incluía a
presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
"É triste que essas coisas aconteçam na vida, essa é a minha primeira vez", disse Valcke.
O sorteio colocou o Brasil, que venceu as duas
últimas edições do torneio, com o Japão, o México e a Itália,
vice-campeã da última edição da Eurocopa.
A Espanha, atual campeã europeia e mundial,
estreia contra o Uruguai no dia 16 de junho. O campeão da Oceania,
Taiti, e o campeão africano, que será conhecido no dia 10 de fevereiro,
completam o Grupo B.
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