Tóquio, 23 out (EFE).- O ministro da Justiça do Japão, Keishu Tanaka,
entregou o cargo menos de um mês após sua nomeação devido a vínculos
passados com a máfia japonesa, conhecida como Yakusa, informou a
televisão pública 'NHK'.
Tanaka, de 74 anos, renunciou após uma
onda de críticas por ter admitido que contribuiu para organizar o
casamento de um membro da Yakusa, há 30 anos, e também que compareceu a
uma festa oferecida pelo líder de uma facção da organização criminosa.
Antes
deste escândalo, no entanto, o agora ex-ministro da Justiça já era
contestado por ter recebido entre 2006 e 2009 cerca de 420 mil ienes
(US$ 5.200) em doações políticas de um cidadão estrangeiro, o que é
ilegal no Japão.
Tanaka indicou que todo esse dinheiro foi
devolvido, mas isso não conseguiu abrandar as críticas, que na semana
passada aumentaram quando ele se ausentou de um painel de deliberações
da Câmara Alta com o objetivo, segundo seus detratores, de esquivar-se
de questionamentos.
Após aceitar a renúncia de Tanaka, o chefe do
Governo japonês, Yoshihiko Noda, se considerou 'responsável' por ter
'escolhido um ministro que não foi capaz de cumprir suas obrigações', ao
tempo que assinalou que seu Gabinete 'trabalhará duro' em suas
responsabilidades.
A renúncia, no entanto, representa um novo
revés para o Governo de Noda, cuja popularidade se situava abaixo de 20%
em pesquisas recentes, pelo que a oposição faz pressão para que as
eleições sejam antecipadas.
Tanaka ocupava também o posto de
ministro de Estado encarregado dos sequestros de cidadãos japoneses pela
Coreia do Norte nas décadas de 1970 e 1980.
O veterano político,
que substituiu Makoto Taki, também de 74 anos, era o quarto ministro à
frente da pasta de Justiça dentro do Governo de Yoshihiko Noda. EFE
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