imprensa sobre atentados (Foto: Joana Caldas/G1).
O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina disse, na tarde desta terça-feira (13), que acredita no envolvimento de diferentes grupos criminosos nos atentados ocorridos no estado desde esta segunda (12). "Em princípio, não é o mesmo grupo", afirmou César Grubba. "Há 17 mil presos em Santa Catarina, e eles podem se organizar", completou. O secretário anunciou, nesta tarde, medidas para reforçar a segurança nas cidades onde ocorreram os ataques.
Apesar de não saber qual a motivação para os crimes, a secretaria informou que já há suspeitos para os ataques em Florianópolis e que os atentados na capital e em Blumenau não têm ligação entre si. Ainda de acordo com o órgão, autoridades do estado já sabiam da possibilidade de ataques antes de eles ocorrerem e foi feito plantão na madrugada desta terça (13). Segundo a secretaria, policiais ficaram de sobreaviso e a Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) e o Bope (Batalhão de Operações Especiais) estiveram nos locais onde poderia haver atentado. "Mas, infelizmente, não foi feita prisão em flagrante", disse Grubba.
Nesta terça-feira (13), a Secretaria realizou uma reunião emergencial para traçar estratégias, dar uma resposta mais rápida e efetuar prisões em flagrante, caso haja novos ataques. Para investigar os casos, foi montada uma equipe pelo delegado-geral da Polícia Civil.
Medidas
O comandante-geral da Polícia Militar, Nazareno Marcineiro, afirmou que será feita escolta policial nesta terça (13) e quarta-feira (14) nos ônibus das principais rotas do transporte coletivo de Florianópolis e de Blumenau. Haverá, ainda, reforço na segurança, com incremento de policiamento nas áreas onde houve ataques na Grande Florianópolis.
Segundo o comandante-geral, ainda não há o número de policiais que farão a escolta. Na tarde desta terça-feira (13), o tenente-coronel Araújo Gomes estava no 4º Batalhão da Polícia Militar definindo como será feito o acompanhamento dos ônibus.
Marcineiro afirmou que haverá aumento no pagamento de horas extraordinárias para policiais. "Vamos buscar policiais de folga", disse o secretário de Segurança Pública.
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