Desde segunda (12), primeiro dia de violência, mais de 40 ações criminosas foram registradas e o número de cidades envolvidas subiu para 13: Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Gaspar, Navegantes, Itajaí, Blumenau, Criciúma, Balneário Camboriú, Tubarão e Indaial. Diversos ônibus, um carro da Polícia Civil e alguns veículos particulares foram incendiados. Também foram disparados tiros contra bases da PM e presídios.
Em Tijucas, na Grande Florianópolis, os dois homens foram mortos em uma troca de tiros com policiais militares, por volta das 22h10 de quinta-feira (15). De acordo com informações da agência de inteligência da Polícia Militar (PM), eles eram suspeitos de planejar a vingança da morte de um outro suspeito de ter ateado fogo em um ônibus na tarde desta quinta-feira (15), em Itapema. Os três foram as primeiras vítimas da onda de ataques no estado.
Em Florianópolis, um adolescente foi apreendido enquanto passava mensagens de celular para outros suspeitos, por volta das 19h desta quinta (15). Conforme a PM, as mensagens apontavam locais onde não havia policiamento e seria possível atacar. Além disso, havia indicações de locais que seriam atacados na noite desta quinta (15). A partir das mensagens Mais dois homens foram presos.
Em Indaial, no Vale do Itajaí, quatro pessoas foram detidas quando se deslocavam para a cidade de Taió, na mesma região. A ocorrência foi nesta quinta (15), às 23h30. Segundo a polícia, eles estavam com um coquetel molotov e armas.
Já na madrugada desta sexta-feira (16), um dos suspeitos dos primeiros ataques no estado foi preso. Segundo a PM, ele foi abordado em uma blitz da Polícia Militar Rodoviária e um soldado, que havia atendido a ocorrência do ataque a ônibus na terça-feira (13), o reconheceu. A prisão foi na SC 401, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Ele estava armado.
Autoridades de segurança de Santa Catarina apuram a hipótese de que os ataques estejam relacionados a denúncias de maus-tratos em presídios do estado. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro, a principal linha de investigação aponta que há um grupo de presidiários que mantém contato com as ruas e coordena os ataques. "Mas não podemos detalhar para não atrapalhar as investigações", explicou o delegado.
Ataques
No segundo dia (13), outros 16 atentados foram contabilizados pela polícia. Na quarta-feira (14), houve registro de outras 14 ocorrências.
No quarto dia de ataques, nesta quinta-feira (15), oito ações foram registradas, pela primeira vez durante o dia, em Itapema e Itajaí. Em Florianópolis, um ônibus foi incendiado foi por volta das 20h40. O incidente foi na Rua Custódio Fermino Vieira, principal via do bairro. Segundo os bombeiros, o ônibus foi incendiado no final da rua, próximo ao morro. De acordo com os bombeiros, os dois criminosos mandaram os ocupantes do ônibus descerem e atearam fogo ao veículo. Não houve vítimas. O cobrador e motorista foram para a 2° DP da capital para prestar depoimento.
Em São José, na Grande Florianópolis, três veículos foram incendiados na garagem de uma empresa de ônibus no km 5 da rodovia SC-407. O fogo começou às 22h18. No momento do ataque, havia na garagem apenas o vigilante Pedro Muller Júnior, de 59 anos. Ele contou ao G1 que dois homens chegaram a pé e o renderam na guarita. Ele ficou sob o domínio dos criminosos enquanto eles derrubavam combustível e colocavam fogo nos ônibus.
No quinto dia consecutivo da onda de violência em Santa Catarina, mais ataques foram registrados pela Polícia Militar. Às 1h20, em Itapema, um coquetel molotov foi jogado contra um ônibus de uma empresa de turismo. Segundo a PM, a bomba caseira chegou a explodir, mas o incêndio foi controlado.
Às 2h37, em Tubarão, duas ocorrências foram registradas simultaneamente. Homens jogaram um coquetel molotov contra o carro de um policial militar aposentado. Conforme a PM, a bomba não explodiu. Outra bomba caseira foi jogada contra o guincho de uma empresa terceirizada que presta serviço para a Polícia Militar. A tentativa também foi frustrada.
Às 6h, dois criminosos em uma moto jogaram pedras contra um ônibus de transporte coletivo, no bairro Pachecos, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Segundo a polícia, era o ponto final da linha e o parabrisas do veículo quebrou. Em Itajaí, no Litoral Norte, também por volta das 6h, um carro foi incendiado, no bairro Cidade Nova.
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