27 de novembro de 2012 (Bibliomed).
Em 2011, 5.496 mulheres foram internadas pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) vítimas de agressões físicas. Além dessas, outras 37,8 mil, com
idades entre 20 e 59 anos, precisaram de atendimento ambulatorial por
causa da violência. Esses números são quase 2,5 vezes maiores do que os
casos registrados entre os homens da mesma faixa etária. Os dados são
do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do
Ministério da Saúde.
Com a finalidade de incentivar o fim das agressões,
que geram um gasto de R$ 5,3 milhões somente com internações aos
cofres públicos, foi lançado em outubro, dentro da segunda edição da
campanha Mulheres e Direitos no Brasil - parceria entre o Programa
Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids), a União Europeia,
o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), e a ONU Mulheres, o
eixo Violência e HIV.
O objetivo do eixo é conscientizar a população
brasileira sobre redução da violência contra a mulher, promoção da
equidade de gênero e da saúde feminina. Pedro Chequer, coordenador da
Unaids no Brasil, explica que a violência contra a mulher pode aumentar
a vulnerabilidade de contrair HIV.
Jacira Vieira Melo, diretora executiva do Instituto
Patrícia Galvão, organização não governamental que atua em projetos de
defesa dos direitos da mulher, ressalta que apesar da Lei Maria da
Penha ser uma referência nacional e conhecida pela maioria da
população, a violência contra a mulher ainda é um grave problema
social. Segundo ela, para enfrentar a questão é preciso fortalecimento
das políticas públicas e incremento orçamentário.
Dados do Mapa da Violência 2012, estudo feito pelo
sociólogo Julio Jacobo, revelam que, de 1980 a 2010, foram assassinadas
no país quase 91 mil mulheres, das quais 43,5 mil somente na última
década. De 1996 a 2010 as taxas ficaram estabilizadas em torno de 4,5
homicídios para cada 100 mil mulheres.
Fonte: Agência de Notícias da Aids, 25 de novembro de 2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário