A zona do euro não irá liberar uma nova parcela de empréstimo à
Grécia nesta segunda-feira apesar do duro orçamento para 2013 do país,
uma vez que ainda não há acordo sobre como tornar a dívida sustentável,
mas Atenas deve conseguir mais dois anos para reduzir a dívida, disseram
autoridades.
Os ministros das Finanças da zona do euro, chamados
de Eurogroup, reúnem-se nesta segunda-feira em Bruxelas, e o principal
tópico de discussões será o descongelamento do empréstimo à Grécia,
atrasado depois de o país ter saído dos trilhos com as prometidas
reformas e consolidação fiscal.
O Parlamento grego aprovou um
orçamento de austeridade para 2013 no domingo e um pacote de reformas
estruturais na quarta-feira para atender às condições para a liberação
da próxima parcela de 31,5 bilhões de euros de empréstimos emergenciais
da zona do euro.
Mas os ministros não estão em posição para tomar uma decisão final ainda.
"Existe
uma probabilidade muito, muito alta...de uma segunda rodada de
discussões para finalizar tudo", disse uma autoridade sênior da UE na
sexta-feira.
Nesta segunda-feira, os ministros irão analisar todos
os compromissos de reforma que a Grécia fez para julgar se um programa
de austeridade prometido em troca de novos empréstimos está de volta aos
trilhos.
Decisiva para um acordo final é uma análise sobre como
tornar a dívida grega, cuja estimativa é de que alcance quase 190 por
cento do PIB no próximo ano, sustentável de novo.
O membro do
Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE) Joerg Asmussen afirmou
ao jornal belga De Tijd no sábado que Grécia irá falhar em reduzir sua
dívida para um nível gerenciável até 2020 com as políticas atuais,
acabando com mais de 140 por cento do PIB em vez dos 116,5 por cento
definidos em março.
Uma vez que houver um acordo sobre a análise
da dívida, esta será enviada aos Parlamentos nacionais, com destaque
para a Alemanha, para que seja aprovado o desembolso da próxima parcela
de ajuda --dinheiro que Atenas precisa para pagar empréstimos e
sustentar seus bancos.
Mas uma coisa que os credores --Fundo
Monetário Internacional, BCE e Comissão Europeia, chamados "troika" --
concordam agora é que a Grécia, que verá seu sexto ano de profunda
recessão em 2013, precisa de pelo menos mais dois anos para alcançar um
superávit primário que coloque sua dívida a caminho de uma redução.
O
tempo extra permitirá que a economia comece a crescer de novo, sem o
que nunca produzirá o suficiente para o país pagar sua dívida.
(Reportagem adicional de Lefteris Papadimas, Deepa Babingtin e Harry Papachristou em Atenas e Robin Emmott em Bruxelas).
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