Não vamos generalizar, mas a Operação Porto Seguro mostrou um desvio de interesse. Em algumas agências, o público foi deixado de lado. Era para ordenar, fiscalizar e cuidar de serviços públicos, mas houve desvios para interesses partidários e privados. Era para serem órgãos técnicos autônomos e ficaram cada vez mais dependentes de governos e partidos. Para usar um termo da moda, houve um aparelhamento das agências, um loteamento entre partidos políticos. E a Polícia Federal revela um balcão de negócios. E não é de agora.
Lembram-se de que a ministra-chefe do Gabinete Civil, Erenice Guerra, renunciou por causa de denúncias, entre as quais a de recomendar a empresa do marido à Agência de Telecomunicações? Ou da recente denúncia de que o ministro dos Transportes pôs o filho, que estava na Agência de Vigilância Sanitária, na Agência de Transportes Terrestres, com salário de R$ 14.5 mil. Assim, a filha de Rosemary ser encaixada na Agência de Aviação Civil, com salário de R$ 8.6 mil?
Sem falar do que a Polícia Federal acaba de mostrar em três agências. Como seria bom se fossem mesmo técnicas. O interesse público afeto a elas não teria outros interesses.
Nenhum comentário:
Postar um comentário